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Exército argelino deve negociar transição como generais sudaneses

A Frente das Forças Socialistas (FFS), decano da oposição argelina, apelou hoje às autoridades e ao exército para seguirem o exemplo sudanês e iniciarem negociações para uma "transição democrática" para resolver a crise política na Argélia.

Exército argelino deve negociar transição como generais sudaneses
Notícias ao Minuto

15:15 - 19/08/19 por Lusa

Mundo Argélia

Em Cartum, os militares no poder e os líderes de oito meses de contestação em massa que levaram à destituição do presidente Omar al-Bashir, no poder desde 1989, assinaram no sábado um acordo que prevê um período de transição e abre caminho a uma transferência do poder para os civis.

Na Argélia, o "Hirak", movimento de contestação iniciado a 22 de fevereiro, levou ao afastamento de Abdelaziz Bouteflika da chefia de Estado, que ocupava desde 1999.

Mas continua a exigir o desmantelamento das instituições herdadas de Bouteflika em benefício de instituições de transição, uma reivindicação rejeitada pelo poder, que continua nas mãos de fiéis do presidente deposto.

"O exemplo sudanês devia inspirar os ocupantes do poder real na Argélia e encorajá-los a iniciar um diálogo sério, inclusivo, transparente e sem pré-requisitos, para uma transição democrática efetiva", considera a FFS num comunicado recebido pela agência France Presse na Argélia.

Por "poder real", a FFS designa o alto comando do exército argelino, durante muito tempo o verdadeiro órgão de decisão na Argélia e que voltou ao comando após a demissão a 2 de abril do presidente Bouteflika.

Para sair da crise, o poder argelino lançou um "diálogo" limitado à organização de presidenciais para eleger um sucessor de Bouteflika, escrutínio rejeitado pelo "Hirak", que o considera servir apenas para manter o "sistema".

A FFS pede também "medidas de apaziguamento necessárias ao sucesso do diálogo, como a libertação dos prisioneiros de opinião e o respeito das liberdades de expressão, reunião e manifestação", medidas igualmente exigidas pelo "Hirak" e rejeitadas pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, o general Ahmed Gaid Salah, verdadeiro homem forte do país.

Criado em 1963, o partido argelino "homenageia o povo sudanês, a sua classe política e a sua sociedade civil" cuja "mobilização e sacrifícios conseguiram vergar a junta militar, que recusava a transição e a transferência do poder para os civis" e permite "entrever um início de solução para a sua crise política".

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