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Pedido para protesto em Macau contra violência em Hong Kong em análise

A PSP está a analisar um pedido para a realização de um protesto em Macau contra a violência policial em Hong Kong, disse hoje à Lusa um porta-voz daquela força de segurança.

Pedido para protesto em Macau contra violência em Hong Kong em análise

"Ainda não há uma decisão sobre a autorização, mas quando existir ela seguramente será comunicada", adiantou a mesma fonte, sem dar qualquer indicação sobre o promotor da iniciativa, agendada para segunda-feira a partir das 20:00.

O cartaz de divulgação da vigília que circula nas redes sociais não identifica o autor, associação ou entidade que está a tentar organizar o evento marcado para segunda-feira, um dia depois da manifestação prevista em Hong Kong contra a violência policial e que é promovida pela Frente Cívica de Direitos Humanos.

Os protestos em Hong Kong, que duram há mais de dois meses, têm sido marcados por violentos confrontos entre manifestantes e a polícia.

O tema da brutalidade policial em Hong Kong foi espoletado após os protestos de 12 de junho, na sequência de uma intervenção das forças de segurança que usaram pela primeira vez gás lacrimogéneo e balas de borracha, uma prática que, entretanto, se vulgarizou.

A realização de um inquérito independente à atuação da polícia é uma das cinco reivindicações que constam da lista dos manifestantes e da Frente Cívica de Direitos Humanos, movimento que agrupa 15 organizações não-governamentais e partidos políticos.

O Governo de Hong Kong anunciou na terça-feira que vai avançar com um inquérito formal para investigar as circunstâncias nas quais uma enfermeira foi atingida gravemente num olho em frente à esquadra de Tsim Sha Tsui, no domingo, e que se tornou já num símbolo da brutalidade policial para os manifestantes que, nas manifestações no aeroporto de Hong Kong, colocaram nos olhos palas tingidas de vermelho.

Hong Kong vive um clima de contestação social após a apresentação de uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria ao Governo e aos tribunais a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

A proposta foi, entretanto, suspensa, mas as manifestações generalizaram-se e denunciam agora uma "erosão das liberdades" na antiga colónia britânica.

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