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Apenas 26 candidaturas aprovadas para presidenciais na Tunísia

Vinte e seis candidaturas foram consideradas como válidas para disputar as eleições presidenciais antecipadas na Tunísia agendadas para 15 de setembro, divulgou hoje a comissão de eleições local, informando ainda que outras 71 candidaturas foram rejeitadas.

Apenas 26 candidaturas aprovadas para presidenciais na Tunísia
Notícias ao Minuto

16:50 - 14/08/19 por Lusa

Mundo Tunísia

As candidaturas rejeitadas poderão ainda recorrer da decisão a partir desta quinta-feira (dia 15 de agosto), explicou o presidente da comissão de eleições tunisina (Isie, na sigla em francês), Nabil Baffoun, numa conferência de imprensa, avançando que a lista final de candidatos ao escrutínio presidencial será conhecida a 31 de agosto.

Entre as candidaturas rejeitadas está a do advogado Mounir Baatour, que se apresenta como um defensor dos direitos LGBTI (pessoas lésbicas, gays, bissexuais, trans e intersexuais) embora seja contestado dentro da própria comunidade.

A candidatura presidencial de Mounir Baatour, que assumiu publicamente ser homossexual, seria a primeira de uma pessoa com esta orientação sexual na história da Tunísia e do mundo árabe.

Com a primeira volta das presidenciais agendada para 15 de setembro, o período de campanha eleitoral vai decorrer entre os dias 02 e 13 do mesmo mês.

Inicialmente prevista para o fim do ano, a eleição presidencial foi antecipada por causa da morte do chefe de Estado tunisino Béji Caïd Essebsi no passado mês de julho.

O primeiro Presidente democraticamente eleito em 2014, três anos após a queda de Zine el Abidine Ben Ali, Béji Caïd Essebsi, de 92 anos, morreu no dia 25 de julho, alguns meses antes do fim do seu mandato.

O presidente do Parlamento, Mohamed Ennaceur, assegura atualmente a liderança interina do país.

País pioneiro da vaga de protestos que abalou vários países do mundo árabe em 2011, conhecida como "Primavera Árabe", a Tunísia conseguiu traçar nos últimos anos um caminho para a democratização.

O futuro escrutínio presidencial, bem como as legislativas previstas para o outono, são encaradas como novos testes a esta jovem democracia, que ainda enfrenta dificuldades económicas e sociais significativas.

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