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Senado italiano adia decisão sobre futuro do governo para 20 de agosto

O Senado italiano adiou para 20 de agosto a tomada de qualquer decisão sobre o futuro do governo liderado por Giuseppe Conte, aprovando hoje uma intervenção do primeiro-ministro de Itália naquela câmara alta nesse mesmo dia.

Senado italiano adia decisão sobre futuro do governo para 20 de agosto
Notícias ao Minuto

19:44 - 13/08/19 por Lusa

Mundo Itália

Na sessão realizada hoje à tarde, e após um intenso debate que durou cerca de uma hora, os senadores italianos rejeitaram a proposta avançada pelo ministro do Interior italiano e líder da Liga (extrema-direita) Matteo Salvini - que contava com o apoio da Força Itália de Silvio Berlusconi (centro-direita) e dos Irmãos de Itália de Giorgia Meloni (extrema-direita) - que visava a votação na quarta-feira de uma moção de censura contra o executivo liderado por Giuseppe Conte.

Os senadores italianos reuniram-se hoje, pelo segundo dia consecutivo, para tentar alcançar uma decisão sobre o futuro do governo de Giuseppe Conte.

A crise política em Itália foi desencadeada na quinta-feira passada quando a Liga de Salvini deu como finda a coligação com o Movimento 5 Estrelas (M5S, antissistema) e exigiu eleições antecipadas, apresentando em seguida uma moção de censura ao primeiro-ministro, Giuseppe Conte.

Matteo Salvini pretendia fazer cair o governo o mais tardar até 20 de agosto para forçar o Presidente de Itália, Sergio Mattarella, a convocar eleições legislativas antecipadas para finais de outubro, aproveitando um momento político em que as sondagens lhe atribuem 36% a 38% das intenções de voto.

O líder da Liga afirma que não se candidatará sozinho a umas legislativas antecipadas, admitindo concorrer coligado com a Força Itália de Berlusconi e os Irmãos de Itália de Giorgia Merloni.

O ex-primeiro-ministro de Itália Matteo Renzi advertiu hoje que o país corre o risco de entrar em recessão se antecipar as eleições para o outono, defendendo ainda a formação de um "governo institucional" para sair da atual crise política.

"Se formos a votos [no final de outubro], não sei se o Partido Democrático (PD) vai ter 25%, mas é certo que o IVA vai subir para 25%. E isso será uma catástrofe para o país", disse Renzi numa conferência de imprensa no Senado.

Com uma subida do IVA dos atuais 22% para os 25% "é certo que a Itália entra em recessão", considerou Renzi, evocando o contexto de "tensões comerciais EUA-China e o que se passa com o motor económico alemão" e alertando que o país está perante "uma emergência nacional".

O aumento do IVA foi aprovado no parlamento italiano para entrar em vigor em 2020 se até lá não forem encontradas medidas orçamentais que permitam ao Estado encontrar os 23 mil milhões de euros que o aumento representa.

E o Orçamento do Estado italiano para 2020, como os outros orçamentos nacionais, tem de ser enviado a Bruxelas até 15 de outubro.

A coligação governamental italiana Liga/M5S, que entrou em funções em junho de 2018, foi frequentemente marcada por divergências entre os dois aliados, situação que se intensificou desde as eleições europeias de maio passado, escrutínio no qual as duas forças políticas mediram forças e trocaram de posições ao nível da votação do eleitorado italiano.

O M5S de Luigi Di Maio, que tinha conseguido 32,5% nas legislativas de março de 2018 obteve 17% nas europeias (o terceiro partido na votação), enquanto a Liga de Matteo Salvini passou de 17% para 34%, a força mais votada em Itália.

Em junho passado, Giuseppe Conte chegou a ameaçar que estaria pronto a demitir-se caso os partidos da coligação não resolvessem as frequentes divergências e polémicas entre si.

Um dia depois do ultimato de Conte, os partidos da coligação governamental firmaram uma trégua.

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