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Num "período negro" nos EUA, rir pode ser o melhor remédio

O Green Shirt Guy é a nova sensação da internet depois de um vídeo no qual ri às gargalhadas de apoiantes de Trump se ter tornado viral.

Os Estados Unidos vivem uma das maiores divisões internas da sua história desde que Donald Trump ganhou as eleições presidenciais de 2016. Para muitos setores da sociedade norte-americana, a retórica do presidente é considerada racista, xenófoba e, por vezes, até parece validar a supremacia branca. Na sequência dos tiroteios do passado fim de semana, o discurso de Trump tem sido criticado por servir de combustível ao ódio cada vez mais latente no país. 

Mas os seus apoiantes não desarmam e não é só nos seus comícios que partilham publicamente a visão e as ideias do presidente. 

Num recente conselho municipal na cidade de Tucson, no Arizona, dois apoiantes de Trump expressaram num tom de voz elevado e com cartões os perigos das cidades santuário - cidades que adotam políticas para protegerem os imigrantes ilegais que nelas residem. 

Mas esse nem foi o motivo pelo qual essa reunião foi notícia nos Estados Unidos e não só. Tão pouco foi o momento em que um homem pegou num banjo e começou a tocá-lo. O motivo pelo qual essa reunião se tornou viral foi o riso impossível de contar e às gargalhadas de um homem que vestia uma camisola verde. Ficou conhecido como o Green Shirt Guy e ria sem parar dos dois apoiantes de Trump, que foram ainda vaiados pelas restantes pessoas que participaram no conselho municipal de Tucson.

O momento foi filmado e horas depois o vídeo tornou-se viral e já circulavam nas redes sociais memes, GIFs e comentários ao riso do Green Shirt Guy.

Mas porque motivo ria tanto este homem? A KVOA falou com Alex Kack, o Green Shirt Guy.

"As pessoas realmente tiraram tempo do seu dia para interromperem uma reunião do conselho municipal e gritarem coisas loucas, ignorantes, racistas e cheias de ódio da forma mais absurda que conseguiram", disse Kack

O homem admitiu que o seu riso foi uma forma de expressar um grito existencial interior. 

"É um período incrivelmente negro, e há muita retórica odiosa neste país atualmente, mas em última análise, a maioria deste país - independentemente da sua afiliação política - compreende que as vozes mais barulhentas são algo ridículas. E acho que o riso está a ressoar porque é assim que as pessoas se sente neste momento", explicou. 

Apesar dos protestos dos apoiantes de Trump, o conselho municipal de Tucson decidiu levar a votos em novembro a possibilidade de tornarem Tucson na primeira cidade santuário do Arizona. 

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