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Pelo menos 49 mortos em dois ataques contra polícias no Iémen

Pelo menos 49 pessoas, incluindo vários polícias, morreram hoje em dois ataques, um deles reivindicado pelos rebeldes Huthis, contra forças formadas pelos Emirados Árabes Unidos, em Áden, sul do Iémen, segundo um novo balanço.

Pelo menos 49 mortos em dois ataques contra polícias no Iémen
Notícias ao Minuto

16:18 - 01/08/19 por Lusa

Mundo Ataques

Em declarações à imprensa, Mohammed Rabid, alto responsável do Governo reconhecido pela comunidade internacional, indicou que "49 pessoas foram mortas e 48 ficaram feridas".

Mohammed Rabid não especificou o número de polícias entre os mortos e os feridos, enquanto o balanço anterior apontava para 27 mortos, a maioria forças policiais.

Em Áden, no bairro central de Sheikh Othman, um carro armadilhado explodiu na entrada de um quartel das forças de segurança, no momento em que os polícias se reuniam para saudar a bandeira nacional.

Segundo os responsáveis das forças de segurança iemenitas, o ataque foi liderado por 'jihadistas'.

Através da rede social Twitter, a organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF), que gere o hospital para onde as vítimas foram transportadas, referiu que "dez pessoas morreram" e 16 ficaram feridas, duas delas com gravidade.

Um primeiro balanço, dado por um médico deste hospital, relatou três polícias mortos e 20 feridos.

Não muito longe deste local, na periferia oeste de Áden, cidade onde está sediado o Governo iemenita reconhecido pela ONU, outro ataque atingiu o quartel da polícia de Al-Jalaa, desta vez reivindicado pelos Huthis, que se opõem às forças pró-governamentais.

De acordo com uma avaliação inicial, elaborada por fontes médicas, este ataque resultou em "17 mortos entre os polícias e muitos feridos".

No seu canal de televisão Al-Massirah, os rebeldes Huthis alegaram ter realizado o ataque usando um míssil e um 'drone', visando um desfile militar organizado no quartel por ocasião da cerimónia da formatura de polícias.

Um polícia de alta patente, o general Mounir al-Yafyi, foi morto no local, atingido por pedaços do míssil que caiu perto de uma plataforma, de acordo com um fotógrafo da agência de notícia France-Presse (AFP) no local.

Os corpos estão espalhados pelo chão, disse o fotógrafo, que estimou em 30 a 35 o número de pessoas mortas ou feridas.

O Governo, reconhecido pela comunidade internacional, condenou o duplo ataque.

"Estes ataques provam que as milícias Huthis e outros grupos terroristas compartilham funções e se complementam na guerra contra o povo iemenita", salientou o Governo num comunicado.

Por sua vez, um porta-voz dos rebeldes, Daifallah al-Shami, disse à AFP em Sanaa, capital iemenita, que o quartel de Aden foi alvo porque serviu para "preparar uma ofensiva de traidores e dos seus agentes" contra os insurgentes.

As forças visadas hoje pertencem ao chamado "cinturão de segurança", formado e equipado pelos Emirados Árabes Unidos, um dos pilares da coligação liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen contra os rebeldes desde março de 2015.

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