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À segunda não foi de vez. Pedro Sánchez falha investidura em Espanha

A abstenção do Unidas Podemos foi decisiva para o desfecho sem sucesso da sessão de investidura e Espanha continua assim sem governo.

À segunda não foi de vez. Pedro Sánchez falha investidura em Espanha

Ainda não foi desta que o líder do PSOE, Pedro Sánchez, foi reconduzido como primeiro-ministro do governo espanhol. Antes da sessão de investidura, Unidas Podemos já desvendava que os dois partidos não tinham chegado a consenso ao anunciar que se iriam abster.

Mesmo depois de Pablo Iglesias ter dado um passo atrás e fazer uma proposta de última hora, o PSOE quis manter a anterior e por isso o Podemos acabou por cumprir a ameaça e absteve-se, impossibilitando a investidura de Sánchez.

Durante o debate, Iglesias ainda atirou uma nova solução: "Renunciamos ao Ministério do Trabalho se nos derem as políticas ativas de emprego", lançou. Mas o PSOE acabou por rejeitar a proposta.

Nesta sessão, em que precisava de apenas mais votos a favor do que contra, Sánchez obteve 124 votos a favor da sua investidura, 155 contra e 67 abstenções. Na passada terça-feira, o socialista obteve 170 votos contra, 124 a favor e 52 abstenções.

No final da sessão a socialista Adriana Lastra encerrou as intervenções criticando Iglesias. "Esta é a segunda vez que impediu um governo das esquerdas em Espanha", disse.

Perante este resultado o rei, Felipe VI, terá de se reunir com todos os partidos e decidir se vai voltar a convidar o primeiro-ministro do executivo de gestão para ser candidato a ser investido, o que deverá acontecer, visto Sánchez ser o líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), o mais votado (28%) nas eleições de 28 de abril e o único que pode ser bem sucedido nessa tarefa.

Agora, Pedro Sánchez tem até 23 de setembro para novas negociações, caso não consigam chegar a consenso, Espanha será obrigada a marcar eleições antecipadas a 10 de novembro.

Recorrendo ao Twitter, PSOE reagiu ao resuntado da sessão culpando o Unidas Podemos. O partido de Sanchez escreve que Podemos "voltou a impedir um governo progressista e de esquerdas".

Por sua vez, Podemos escreve na rede social, partilhando a reação de Ione Belarra, que "o senhor Sánchez não cumpriu o cargo que a sociedade espanhola lhe deu. Foi incapaz de chegar a acordos, que era o que a cidadania pedia, e de poder construir um governo de coligação progressista, apesar das facilidades que lhe temos proposto". No vídeo a política refere que "para que o governo de coligação progressista seja uma realidade, Pedro Sánchez tem de deixar de criar problemas e desculpas".

[Notícia atualizada às 15h30]

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