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Edgar Zambrano corre risco de vida após 10 dias em greve de fome

O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, disse na sexta-feira que o vice-presidente do parlamento, Edgar Zambrano, corre perigo de vida após 10 dias em greve de fome, para exigir a liberdade de um grupo de colaboradores.

Edgar Zambrano corre risco de vida após 10 dias em greve de fome

"Hoje, está em perigo a vida de Edgar Zambrano, por estar em greve de fome", afirmou Juan Guaidó, em Punta de Piedra, ilha de Margarita (a aproximadamente 450 quilómetros a nordeste de Caracas), durante uma assembleia de cidadãos que apoiam a oposição venezuelana.

Edgar Zambrano foi detido em maio último pelas autoridades venezuelanas acusado de apoiar um golpe falhado contra o governo do presidente Nicolás Maduro.

Segundo Juan Guaidó, Zambrano está em greve de fome para exigir "a libertação imediata" de quatro dos seus colaboradores que foram também detidos por estarem alegadamente envolvidos na mesma conspiração.

"Ele nunca deveria ter sido 'sequestrado', mas libertem também os que foram sequestrados com ele, os presos políticos e que, de uma vez por todas, vejamos a transição. Não peço apenas por ele, por Edgar Zambrano, peço pelos dele, pela Venezuela, por todos", declarou o presidente do parlamento, no qual a oposição detém a maioria.

Durante a assembleia, Juan Guaidó explicou que a oposição "sente que tem tentado tudo", marchas e greves de fome, advertindo que "vão vir dias duros" para a Venezuela, pois "não há soluções mágicas".

"E ninguém faz um protesto, uma marcha, bloqueia uma rua, para morrer por prazer, mas para viver com dignidade", frisou.

A crise na Venezuela agravou-se desde janeiro último, quando o presidente do parlamento jurou assumir as funções de presidente interino da Venezuela.

A oposição diz que as últimas eleições presidenciais (antecipadas) na Venezuela foram ilegítimas e sem garantias de transparência, acusando Nicolás Maduro de usurpar a presidência da República.

Juan Guaidó pede que termine a usurpação presidencial, e quer um governo de transição e a realização de eleições livres e transparentes no país.

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