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May preocupada com "absolutismo" na política britânica que impediu Brexit

A primeira-ministra britânica, Theresa May, manifestou-se hoje preocupada com o crescente "absolutismo" na política britânica e mundial, o qual responsabilizou pelo impasse no processo do 'Brexit'.

May preocupada com "absolutismo" na política britânica que impediu Brexit
Notícias ao Minuto

17:40 - 17/07/19 por Lusa

Mundo Brexit

Num discurso hoje sobre "O Estado da Política" no Instituto Real de Relações Internacionais - Chatham House, May alertou para a "incapacidade de combinar princípios com o pragmatismo".

A "incapacidade de combinar princípios com o pragmatismo e fazer cedências quando é preciso parece ter direcionado todo o nosso discurso político para o caminho errado", considerou.

Na sua opinião, políticos no Reino Unido e noutras partes do mundo estão a praticar uma espécie de "absolutismo", em que argumentam apenas no que acreditam para conseguirem o que querem e para continuarem a mobilizar os seus próprios seguidores, em vez de tentar convencer os opositores.

"Isso está a endurecer o nosso debate público. Alguns estão a perder a capacidade de discordar sem depreciar a opinião dos outros", lamentou, apontando para o "rancor e amargura" que existente no debate político infetado pelas opiniões extremas que circulam na Internet.

Na sua opinião, só um entendimento poderá desbloquear o processo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE) para aplicar o resultado do referendo de 2016 que ditou o 'Brexit'.

"Alguns queriam uma versão mais pura do 'Brexit. Outros encontrar uma maneira de o parar completamente. Mas a maioria das pessoas no nosso país tinha uma preferência por fazê-lo com um acordo", salientou.

O problema, disse, foi que cada uma das partes "recuou para as suas posições binárias pré-referendo" de ficar ou sair da UE.

"E quando as opiniões se tornaram polarizadas - e impulsionadas pela ideologia - torna-se incrivelmente difícil para um entendimento tornar-se num ponto de convergência", explicou.

Theresa May renunciou à liderança do partido Conservador a 07 de junho devido às dificuldades em fazer aprovar o acordo de saída que concluiu com Bruxelas em novembro, mas continua como chefe de governo até a eleição do sucessor.

Jeremy Hunt e Boris Johnson disputam a eleição interna no partido Conservador para suceder a Theresa May à frente do partido e, consequentemente, no cargo de primeiro-ministro.

O vencedor será divulgado na terça-feira, desencadeando a demissão da primeira-ministra britânica no dia seguinte, para dar o lugar ao novo líder do partido do governo.

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