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Ébola na RD Congo pode ser elevado a emergência global de saúde pública

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou hoje estar a avaliar se a situação da epidemia do Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) justifica ser considerada de emergência global de saúde pública.

Ébola na RD Congo pode ser elevado a emergência global de saúde pública

Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou, no final de uma reunião da OMS em Genebra, que a propagação do Ébola para Goma, uma cidade com dois milhões de pessoas, pode "mudar o jogo", avançou a agência Associated Press.

O responsável afirmou que este desenvolvimento tem vindo a ser preparado pela OMS e pelas autoridades sanitárias congolesas e descreveu a situação como uma das mais complexas emergências humanitárias de sempre.

Ainda assim, Tedros Ghebreyesus disse que a agência da ONU está "confiante" em relação às medidas colocadas no terreno e prevê que não voltem a surgir novos casos de Ébola em Goma.

O mesmo responsável não disse quando se reunirá o Comité de Emergência da OMS para tomar uma decisão sobre a questão. O Comité discutiu já por três vezes a hipótese de elevar a emergência global de saúde pública a epidemia de Ébola na RD Congo, mas manteve em todas elas o estatuto de emergência internacional.

Com a notícia de um caso de contaminação com Ébola em Goma, as autoridades congolesas estão agora a tentar identificar as pessoas que viajaram de autocarro com um padre proveniente da cidade de Butembo, no norte do Kivu, nordeste da República Democrática do Congo (RDC), que se tornou o primeiro caso confirmado se alguém contaminado com o vírus entrar na capital regional.

Harouna Djingarey, um médico que colabora com a OMS na campanha de resposta ao Ébola no país, afirmou hoje que foram já identificados os dois autocarros em que o homem viajou para chegar a Goma no domingo.

O médico sublinhou que o caso é preocupante porque Goma é a "porta desta região para o resto do mundo". A cidade está perto da fronteira da RD Congo com o Ruanda.

Os responsáveis locais e das organizações sanitárias a operar na região temem desde o início da identificação do surto do Ébola em agosto último que o vírus chegue a Goma.

O Ébola matou já quase 1.700 pessoas na República Democrática do Congo e ainda duas pessoas que regressaram a casa no Uganda infetadas pelo vírus.

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