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Macau conseguiu 'milagre' turístico, agora é afirmar-se na Grande Baía

A empresária e filha do magnata do jogo Stanley Ho disse à Lusa que Macau, após ter construído um 'milagre' turístico, tem agora de afirmar-se como 'resort' integrado e 'crescer' para o projeto chinês da Grande Baía.

Macau conseguiu 'milagre' turístico, agora é afirmar-se na Grande Baía
Notícias ao Minuto

06:35 - 15/07/19 por Lusa

Economia Pansy Ho

"Há uma limitação de espaço e Macau precisa de crescer para a Grande Baía", acrescentou, referindo-se ao projeto de Pequim de criação de uma metrópole mundial a partir dos territórios de Hong Kong, Macau e nove cidades da província chinesa de Guangdong.

A Grande Baía é uma região com cerca de 70 milhões de habitantes e com um Produto Interno Bruto que ronda os 1,3 biliões de dólares, maior que o PIB da Austrália, Indonésia e México, países que integram o G20.

Macau não tem o mesmo estatuto comercial e financeiro e Hong Kong, mas tem mais-valias ao nível geográfico e de posicionamento em áreas como o turismo integrado, indústrias criativas, medicina tradicional chinesa e plataforma cultural, destacou Pansy Ho que, desde 2018, é embaixadora da Organização Mundial do Turismo, agência especializada da ONU.

"Macau tem a capacidade de se tornar num 'resort' integrado", de se apresentar como tal, mas tem de "ser capaz de se expandir e crescer para a Grande Baía", defendeu a multimilionária, líder de um grupo que tem interesses na China, Hong Kong e Macau em áreas como o imobiliário, transportes, hotelaria e construção civil.

Este já não é o tempo "dos 'manda-chuvas' a realizarem investimentos bilionários", mas "das centenas de milhares de pessoas que estiveram expostos ao desenvolvimento" e que podem singrar profissionalmente para além dos casinos, "no retalho, no turismo de negócios de eventos e até nas artes", afirmou.

"Não é menos do que um milagre que um local sem grandes atrações turísticas naturais se tenha conseguido transformar desta forma no período de apenas 20 anos", frisou à Lusa a empresária, defendendo que Macau não precisa do dinheiro extra das taxas turísticas, num momento em que o Governo estuda o assunto.

"Sabemos que o trabalho que temos pela frente é fazer de Macau um destino mais atrativo na área de Turismo de Negócios e Eventos", superar "a forte fundação que construímos [indústria do jogo]]" e "sermos capazes de, pelo menos, atrairmos mais viajantes asiáticos", defendeu.

Pansy Ho sublinhou que "não se deve pensar em menos turistas, mas em os distribuir por diferentes atrações", garantindo que "fiquem mais dias em Macau".

Ou seja, "devemos e temos de começar a falar (...) como integrar chegadas e distribuir turismo em Macau", disse a empresária que pertence à direção da sociedade que gere o aeroporto internacional de Macau, e que detém participações em companhias de transporte (ferries, helicópteros e autocarros) entre Hong Kong e Macau.

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