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Ataques a agricultores na África do Sul aumentaram 60% na última década

Os ataques contra agricultores comerciais na África do Sul aumentaram 60% na última década, segundo dados divulgados pelo sindicato agrícola TLU SA.

Ataques a agricultores na África do Sul aumentaram 60% na última década

De acordo com o relatório bianual de incidentes nas fazendas agrícolas do país, compilado por este sindicato agrícola desde 1990, os agricultores comerciais sul-africanos reportaram 1.125 ataques entre 1990 e 1999.

Entre 2000 e 2009, a TLU SA diz ter registado um aumento de 22% - 1.407 ataques -, enquanto que nos útimos nove anos, de 2010 a 2019, o número de ataques contra fazendas agrícolas no país aumentou para 2.616, ou seja 60%.

O relatório indica que o número de homicídios aumentou de 637, no período relativo a 1990/1999, para 799 entre 2000 a 2009, um aumento de 22%.

No período de nove anos seguinte, até 2019, registaram-se 586 homicídios, segundo o TLU SA.

A organização cita ainda o investigador Johan Burger do Instituto de Estudos de Segurança, que diz que, nos últimos seis anos, a taxa de homicídios aumentou 17% e que mais de 20.000 pessoas foram assassinadas durante 2017-2018.

"Estas estatísticas são chocantes. Mas para o TLU SA não são meras estatísticas", afirma Chris van Zyl, vice-diretor-geral do TLU SA, em comunicado enviado à Lusa.

De acordo com o dirigente sindical, que representa maioritariamente agricultores comerciais do antigo Transvaal Agricultural Union, "são 2.022 membros da nossa comunidade agrícola assassinados desde 1990".

"São 5.148 o número de vezes que as famílias e os trabalhadores agrícolas recearam estar em perigo de vida, durante um ataque à sua fazenda", salientou.

Todavia, afirma Van Zyl, "não é suficientemente importante para o Governo e o Presidente Cyril Ramaphosa condenarem estes ataques contra os agricultores".

"Os elevados indíces de agressão e tortura intencional nos homicídios e ataques às fazendas agrícolas, distingue estes crimes de outros crimes violentos", refere o dirigente sindical.

"Existe defintivamente uma ligação à questão da [expropriação] terra e o sector da agricultura deveria ter a segurança como prioridade comum", salienta Chris van Zyl.

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