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Anarquista grego condenado por terrorismo libertado por bom comportamento

Nikos Romanos foi originalmente condenado a 18 anos de prisão. A pena foi entretanto reduzida, a que se juntaram benesses por bom comportamento e dias de trabalho na cadeia. Na quarta-feira, foi libertado.

Anarquista grego condenado por terrorismo libertado por bom comportamento
Notícias ao Minuto

18:44 - 12/07/19 por Pedro Filipe Pina 

Mundo Nikos Romanos

Em 2012, as autoridades gregas encetaram a perseguição a quatro jovens anarquistas por suspeitas de prepararem assaltos a bancos e atentados. 

A fotografia que acompanha este artigo é de Nikos Romanos,  hoje com 26 anos de idade, ele que era o mais destacado dos quatro detidos.

O militante anarquista saiu em liberdade na última quarta-feira, explicam meios gregos em inglês.

Nikos Romanos era ainda adolescente quando testemunhou a morte, às mãos de dois agentes que acabaram condenados, de  Alexis Grigoropoulos, um jovem anarquista de 15 anos. A morte na altura chocou a Grécia e levou a protestos alargados a todo o país. No caso de Nikos Romanos, terá sido o momento que o radicalizou.

Durante os anos em que a Grécia esteve sob intervenção externa, foram vários os protestos violentos no país. Tradicionalmente, o movimento anarquista grego é dos mais ativos na Europa, protagonizando ações políticas, por vezes violentas. Nikos Romanos assumiu mesmo o Estado grego como opositor e apelou a protestos e a atentados.

Quando foi detido, as acusações mais graves que pendiam sobre si incluíam tentativas de assalto à mão armado a bancos e atentado terrorista (nomeadamente ter colocado uma bomba junto à residência de um ministro). 

Mesmo a sua detenção não escapou a polémica, já que as escoriações que os detidos tinham na altura em que estas fotos foram conhecidas contrastavam com as imagens que tinham sido divulgadas pela polícia. Na altura, levaram mesmo à abertura de um inquérito por agressões sob detenção. O nome de Nikos Romanos ganhou relevo no seio do movimento anarquista mundial. E a própria detenção e circunstâncias em que ocorreu foi notícia para lá da Grécia.

Mesmo detido, Romanos continuou a apelar a protestos e a ações violentas contra o Estado grego. Protagonizou, ainda, uma greve de fome pelo direito a estudar na universidade.

Numa primeira decisão, um tribunal grego não levou em conta o bom comportamento do detido para diminuir a pena. Entretanto, o tribunal supremo reviu essa decisão. 

A pena de 18 anos de cadeia foi reduzida para 14. No entretanto, o jovem viu serem contabilizados os dias de estudo que usou na cadeia para terminar o secundário bem como os dias de trabalho, que contam a dobrar.

Assim, Nikos Romanos acabou por sair em liberdade condicional após ter cumprido seis anos de pena efetiva.

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