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Nigéria proibiu a venda do inseticida devido ao aumento de suicídios

A Agência Nacional para a Administração e Controlo de Alimentos e Medicamentos (NAFDAC, na sigla inglesa) da Nigéria proibiu a venda de um inseticida no país, após detetarem um aumento no número de suicídios utilizando aquele produto.

Nigéria proibiu a venda do inseticida devido ao aumento de suicídios
Notícias ao Minuto

21:43 - 11/07/19 por Lusa

Mundo Nigéria

A NAFDAC "proíbe a venda imediata de todas as formulações agroquímicas [do Diclorvós]".

A agência proibiu ainda a importação e fabricação do pacote com o tamanho de 100 miligramas de formulações agrícolas de Diclorvós com efeito imediato.

"A NAFDAC está seriamente preocupada com a recente tendência no abuso e uso indevido de 100ml do inseticida Sniper e outras marcas de formulações agrícolas de Diclorvós, que é usado como inseticida doméstico, para cometer suicídio", referiu a o organismo na sua conta na plataforma Twitter.

Diclorvós é o nome comercial do inseticida organofosforato utilizado como pesticida para eliminar pragas de insetos dos produtos agrícolas.

A sua utilização causou controvérsia, no passado, devido à sua toxicidade, a ponto de a União Europeia o ter proibido em 1998.

A NAFDAC alertou que o mau uso deste tipo de produtos está associado a "perigos para a saúde pública, como cancro e problemas respiratórios".

Os proprietários e distribuidores têm um prazo de cerca de dois meses (até 31 de agosto) para retirar todos os produtos dos mercados abertos e supermercados que não têm posições de venda dedicadas ao setor agrícola.

Por outro lado, a NAFDAC concedeu um prazo de seis meses, até 01 de Janeiro de 2020, para que todos os proprietários das marcas comercializem os produtos que estão em vários revendedores credenciados de produtos agrícolas.

A Agência Nacional para a Administração e Controlo de Alimentos e Medicamentos da Nigéria, ordenou aos distribuidores e comerciantes para que elaborem uma lista de modo a poder monitorizá-los na distribuição do inseticida.

De acordo com a agência Efe, o Senado (câmara alta) da Nigéria também solicitou no mês passado ao Governo federal a proibição do referido produto, após uma moção apresentada pelo senador Theodore Orji, do Partido Popular Democrático, por causa do aumento dos suicídios.

Orji argumentou que os casos de suicídio estão em alta porque muitos nigerianos não conseguem lidar com a "esmagadora situação de vida" relacionados com um "problema financeiro, a morte de entes queridos ou o término de relações , principalmente entre jovens.

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