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Milionário Jeffrey Epstein mantém-se em prisão até audiência na quinta

O milionário norte-americano Jeffrey Epstein vai continuar preso, pelo menos, até quinta-feira, quando haverá audiência de fiança, na sequência da acusação de criar uma rede para abusar de menores nas suas mansões.

Milionário Jeffrey Epstein mantém-se em prisão até audiência na quinta

Após a prisão, Jeffrey Epstein foi presente a tribunal esta segunda-feira, declarando-se inocente das acusações federais de tráfico sexual.

Indicando que Epstein é um criminoso sexual registado, os procuradores dizem que há um risco de fuga significativo, uma vez que o milionário tem três passaportes ativos nos Estados Unidos da América e viaja com frequência para dentro e fora do país no seu jato particular, pelo que pediram que fique detido até o julgamento.

Na segunda-feira, o milionário norte-americano Jeffrey Epstein foi acusado de criar uma rede para abusar de menores nas suas mansões, rede essa que funcionou entre 2002 e 2005, anunciou a Procuradoria federal do distrito sul de Nova Iorque.

Segundo o documento de acusação da Procuradoria, Jeffrey Epstein, detido na noite de sábado no aeroporto próximo de Teterboro (Nova Jérsia), foi acusado de tráfico sexual e de conspiração para cometer esse crime.

Epstein "explorou sexualmente e abusou de dezenas de menores nas suas casas em Manhattan, Nova Iorque e Palm Beach, na Florida, entre outros lugares, durante vários anos", segundo a acusação, que alega que após cometer os atos, o milionário pagava às vítimas "centenas de dólares".

Além disso, Epstein é acusado de "criar uma ampla rede de vítimas menores de idade para explorá-las sexualmente", uma vez que pagava a algumas delas para recrutar outras crianças que seriam vítimas de abusos semelhantes.

O empresário, de 66 anos, já tinha sido acusado de abusar de dezenas de menores há mais de uma década, contudo evitou ser alvo de acusações federais através de um controverso acordo extrajudicial em que admitiu ter solicitado serviços de prostituição, um acordo que foi objeto de escrutínio recentemente.

O acordo foi supervisionado pelo então procurador de Miami, Alexander Acosta - atual secretário do Trabalho nos EUA - e que defendeu esse acordo como "apropriado" tendo em conta as circunstâncias, em particular com o facto de "muitas das vítimas estarem reticentes em testemunhar".

Em fevereiro, o caso sofreu uma reviravolta depois de um juiz da Florida determinar que a Procuradoria violou a lei, ocultando o acordo, que afetou mais de 30 mulheres que denunciaram ter sofrido abuso sexual quando eram menores de idade.

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