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Candidato à presidência da Argentina visita Lula da Silva na prisão

O candidato à Presidência argentina e líder nas sondagens, Alberto Fernández, visitará hoje o ex-Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, confirmou o próprio candidato e o Instituto Lula.

Candidato à presidência da Argentina visita Lula da Silva na prisão
Notícias ao Minuto

06:15 - 04/07/19 por Lusa

Mundo Alberto Fernández

Alberto Fernández viajará ao Brasil nas próximas horas para uma visita que foi organizada pelo antigo ministro dos Negócios Estrangeiros de Lula, Celso Amorim, quem mantém frequente contacto com o candidato argentino.

Cristina Kirchner, candidata à vice-Presidência, escolheu Alberto Fernández, seu ex-chefe do Gabinete de ministros, para liderar a candidatura numa estratégia que os analistas apontam como "Alberto ao Governo; Cristina ao poder".

Numa entrevista à rádio militante argentina La Patriada, a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, confirmou a visita do candidato de Cristina.

"O PT apoia a chapa de Alberto e Cristina. Alberto viaja para visitar o Lula", disse.

Em 2015, Lula visitou, em Buenos Aires, o candidato derrotado de Cristina à Presidência, Daniel Scioli.

Alberto Fernández chegará a Curitiba como parte do Comité Internacional de Solidariedade em Defesa de Lula e da Democracia no Brasil, também conhecido como Movimento Lula Livre.

Mas o objetivo político da visita é fazer de Lula um cabo eleitoral de Alberto Fernández e de associar a imagem de Cristina Kirchner com a de Lula como vítimas de uma perseguição política.

A ex-Presidente argentina responde em 13 processos penais, a maioria por corrupção. Está desde o último dia 21 sob julgamento e tem oito pedidos de prisão preventiva que só não são executados devido à sua imunidade como atual senadora.

Cada vez que foi intimada pela Justiça a depor, Cristina Kirchner entregou uma declaração escrita na qual se diz vítima de "uma longa perseguição política" e na qual sempre se compara com o ex-presidente brasileiro Lula.

"Se eu me guiar pelo que vejo nas ruas, Cristina não é ladra; é ídola. As pessoas não deixam de me parar e até tiram fotos comigo", disse o advogado defensor de Cristina, Carlos Beraldi.

A estratégia de "perseguição política" ganhou ainda mais força depois dos diálogos revelados pelo site The Intercept Brasil, através dos quais o ex-juiz Sérgio Moro e o Ministério Público brasileiro aparecem numa suposta trama de acusação politicamente tendenciosa.

A visita de Alberto Fernández visa tirar proveito, por analogia, das dúvidas que pairam sobre a condenação de Lula. Ao mesmo tempo, visa dar certa projeção a Alberto Fernández, que não conta com o apoio de líderes internacionais, ao contrário do Presidente Mauricio Macri, candidato à reeleição, que conta com o apoio explícito de líderes como Donald Trump, Emmanuel Macron e Angela Merkel.

A visita também procura marcar uma diferença com a má imagem do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. Em visita de Estado à Argentina, no mês passado, Bolsonaro apelou à responsabilidade dos argentinos para evitar que a "Argentina se torne uma Venezuela", em alusão ao eventual retorno de Cristina Kirchner ao poder.

Diferentemente do atual cargo de senadora - no qual pode perder o foro privilegiado com uma maioria dos votos no Senado -, se eleita vice-presidente, cargo que na Argentina automaticamente representa a Presidência do Senado, Cristina só perderia a imunidade se fosse destituída.

As sondagens indicam um empate técnico entre Mauricio Macri e Alberto Fernández na intenção de voto. Nesse empate, a oposição tem uma pequena vantagem de três ou quatro pontos, mas o número de indecisos é alto. O Presidente Macri acredita conseguir reverter esse quadro a partir dos indecisos.

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