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Oposição aceita retomar negociações diretas com junta militar no Sudão

A oposição sudanesa aceitou hoje retomar as negociações com a junta militar no poder, um mês após a rutura causada pela remoção violenta de um acampamento de manifestantes em Cartum que provocou mais de uma centena de mortos.

Oposição aceita retomar negociações diretas com junta militar no Sudão
Notícias ao Minuto

14:46 - 03/07/19 por Lusa

Mundo Tensão

Um dirigente da oposição, liderada pela Associação de Profissionais Sudaneses, Mohamed Nayi al Asam, indicou à agência Efe que "as Forças da Liberdade e Mudança decidiram entrar em negociações diretas com a junta militar para discutir os pontos de divergência".

A plataforma que agrupa a oposição aceitou uma proposta apresentada pela Etiópia e pela União Africana (UA) de ser constituído um conselho soberano, cuja presidência deverá alternar entre os militares e os civis.

Al Asam afirmou, não obstante, que as negociações podem "chegar a um beco sem saída" e, se a junta militar não mostrar o desejo de alcançar os objetivos da revolução sudanesa, em particular a entrega do poder a uma autoridade civil de transição, a sua posição "é a do confronto geral com o Conselho Militar no sentido de o derrubar".

O porta-voz da junta militar, Shamsaldin al Kabashi, saudou em declarações transmitidas pela rádio estatal sudanesa "o convite para voltar às negociações", uma proposta em que os militares vinham a insistir há semanas.

Al Kabashi disse ainda que a junta militar espera que as Forças de Liberdade e Mudança compareçam a uma reunião que será agendada em breve.

O mediador etíope, Mahmud Dirir, e o enviado da UA, Mohamed Hassam Labat anunciaram na terça-feira que a junta militar e a oposição estão "mais perto do que nunca de chegarem a um acordo".

Os mediadores da Etiópia e da UA reuniram-se na segunda-feira separadamente com a junta militar e com a oposição numa tentativa de aproximar as posições das partes no sentido da formação de um governo transitório que assuma o poder deixado pela queda do antigo Presidente sudanês Omar al Bashir, destituído no passado dia 11 de abril.

As negociações entre a junta militar e as Forças da Liberdade e Mudança falharam no início de junho, depois da remoção violenta do acampamento de protesto em frente ao quartel-general das Forças Armadas em Cartum e da ação de repressão que se seguiu nas ruas da capital sudanesa, em que morreram mais de uma centena de pessoas, de acordo com a oposição.

A oposição tem desde então rejeitado a possibilidade de voltar a sentar-se à mesa das negociações com os militares, ainda que tenha aceitado a mediação da Etiópia e da UA.

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