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Reinício dos trabalhos do Conselho Europeu adiado duas horas

O reinício dos trabalhos da cimeira europeia extraordinária destinada a desbloquear o impasse nas negociações para as nomeações dos lugares institucionais de topo europeus foi adiado duas horas, avançou hoje fonte diplomática.

Reinício dos trabalhos do Conselho Europeu adiado duas horas
Notícias ao Minuto

11:22 - 02/07/19 por Lusa

Mundo Cimeira

Inicialmente agendado para as 11:00 em Bruxelas (menos uma hora em Lisboa), o recomeço dos trabalhos da reunião extraordinária dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) foi remarcado para as 13:00, uma vez que ainda estão a decorrer encontros bilaterais e outras reuniões entre líderes europeus.

O adiamento do reinício dos trabalhos acontece quase 24 horas depois de Donald Tusk ter anunciado a interrupção do Conselho Europeu perante a impossibilidade de chegar a um compromisso sobre as nomeações para os cargos de topo.

Os líderes dos 28 chegaram à cimeira europeia às 18:00 locais de domingo (menos uma hora de Lisboa) e estiveram reunidos, a 28 mas também em encontros bilaterais e várias rondas de consultas, durante 18 horas, antes que o político polaco reconhecesse o "fracasso" das negociações e agendasse o reinício da reunião extraordinária para as 11:00 de hoje.

Depois de já ter falhado um acordo na cimeira de 20 de junho, o Conselho Europeu voltou a não entender-se, em torno das soluções propostas, com vários líderes do Partido Popular Europeu (PPE) a oporem-se à solução negociada, em Osaka, entre a chanceler alemã Angela Merkel (PPE), o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez (Socialistas) e o Presidente francês, Emmanuel Macron (Liberais), que previa a designação do socialista holandês Frans Timmermans para a presidência da Comissão Europeia.

Com a sessão constitutiva do Parlamento Europeu a decorrer hoje, resta pouco tempo aos líderes da UE para chegar a um entendimento que evite uma crise institucional na UE, e que, em último caso, forçaria a atual 'Comissão Juncker' a estender o seu mandato, que termina em 31 de outubro próximo.

O Parlamento Europeu já tinha decidido adiar a eleição do seu novo presidente, que estava agendada para hoje, para quarta-feira, esperando que até lá o Conselho chegue a um compromisso na negociação do 'pacote' das nomeações dos cargos de topo da UE.

Embora a presidência da assembleia europeia seja decidida pelos eurodeputados, é tradicionalmente também negociada "em pacote", juntamente com a presidência da Comissão, do Conselho Europeu, do Banco Central Europeu e o cargo de Alto Representante para a Política Externa, de modo a serem respeitados os necessários equilíbrios (partidários, geográficos, demográficos e de género) na distribuição dos postos.

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