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Europeus no Conselho de Segurança da ONU criticam EUA e Irão

Os membros europeus do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) criticaram hoje, em declaração comum, os Estados Unidos da América e o Irão, a propósito da questão nuclear.

Europeus no Conselho de Segurança da ONU criticam EUA e Irão
Notícias ao Minuto

22:14 - 26/06/19 por Lusa

Mundo Nuclear

Os europeus criticaram os EUA pelo seu comportamento em relação ao acordo nuclear concluído em 2015, designado JCPOA (sigla em inglês de Plano de Ação Conjunto Alargado), e o Irão pela intenção de deixar de cumprir algumas das suas obrigações.

"É mais importante do que nunca preservar o JCPOA e a resolução 2231", que o formalizou em julho de 2015, afirmaram na declaração a Alemanha, a Estónia, a França, a Polónia e o Reino Unido.

"Lamentamos que os EUA -- depois da sua retirada do acordo em 2018 -- tenham reimposto sanções e recusado seguir a extensão das exceções" para os projetos conformes ao JCPOA", adianta o texto.

"Estas decisões estão em contradição com os objetivos inerentes ao JCPOA e à resolução 2231", sublinhou-se na declaração publicada depois da reunião do Conselho de Segurança sobre a aplicação do acordo nuclear.

Ao divulgarem a sua "preocupação extrema" com o recente anúncio de Teerão de deixar de cumprir em breve algumas das suas obrigações, os europeus exortaram "firmemente o Irão a continuar a cumprir totalmente os seus compromissos no seio do JCPOA e evitar as medidas" para se desligar do seu cumprimento.

O Irão anunciou que vai deixar de cumprir a partir de 07 de julho as restrições aceites "sobre o grau de enriquecimento de urânio" (limitado a 3,67% pelo Acordo de Viena), o que lhe permitiria retomar um projeto de construção de um reator de água pesada em Arak, no centro do país.

"A França, a Alemanha e o Reino Unido, com o apoio da União Europeia e outros Estados-membros, estão em vias de finalizar a instalação do Instex -- um mecanismo que visa facilitar o comércio legítimo com o Irão", detalhou-se na declaração europeia.

"Apelamos firmemente ao Irão para que se abstenha de atividades" ligadas ao desenvolvimento das suas capacidades balísticas e à sua transferência para países terceiros, comportamentos que "aumentam a desconfiança e as tensões regionais", considerou-se também no texto.

O Irão é acusado de desenvolver mísseis com capacidade de transportar cargas nucleares, com Teerão a contrapor que tem apenas uma vocação defensiva e convencional.

O Irão é ainda suspeito de transferir armas e informações aos rebeldes houthis iemenitas, o que também nega.

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