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Iraque não se quer ver envolvido num novo conflito no Médio Oriente

O presidente iraquiano, Barham Saleh, declarou hoje não querer o seu país envolvido num novo conflito no Médio Oriente e a sofrer devido às tensões entre o seu vizinho iraniano e os Estados Unidos.

Iraque não se quer ver envolvido num novo conflito no Médio Oriente
Notícias ao Minuto

14:00 - 26/06/19 por Lusa

Mundo Barham Saleh

"Vivemos quatro décadas de conflitos. Não nos queremos ver envolvidos numa outra guerra", disse o presidente iraquiano num discurso no centro de reflexão londrino Chatham House, no âmbito de uma visita ao Reino Unido.

O Iraque vive há perto de 40 anos numa sucessão de conflitos, uma década de embargo internacional, uma invasão norte-americana e, mais recentemente, três anos de ocupação 'jihadista'.

Numa altura em que a tensão é particularmente forte entre Washington e Teerão, Barham Saleh recusa que o seu país sirva de "campo de batalha por procuração".

"Pedimos a todos que se acalmem. Não nos podemos permitir uma outra guerra", disse.

O presidente do Iraque assinalou ser "do interesse" do seu país "ter boas relações com o Irão", ao mesmo tempo que "os Estados Unidos são um parceiro muito importante" para Bagdad.

"Não queremos ser vítimas de um conflito no Médio Oriente. Ainda não terminámos a última guerra", contra o terrorismo, adiantou.

Embora o Iraque tenha declarado ter vencido os 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico, Saleh disse que não tomou este sucesso como garantido.

Sublinhou que se as "coisas melhorarem no Iraque", a prioridade é a "estabilidade" do país.

A tensão entre o Irão e os Estados Unidos tem vindo a subir no último ano, desde que Washington se retirou do acordo internacional sobre o nuclear iraniano e restabeleceu sanções à República Islâmica, que arruínam a sua economia.

Na semana passada a tensão voltou a aumentar com o derrube de um 'drone' (nave não tripulada) da Marinha norte-americana pelas forças iranianas. Os Estados Unidos chegaram a preparar um ataque aéreo retaliatório, cancelado à última hora pelo presidente Donald Trump.

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