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Manifestantes planeiam mais protestos em Hong Kong para alertar o G-20

Os responsáveis pelos recentes protestos em Hong Kong disseram hoje que estão a planear mais manifestações para quarta-feira, na esperança de chamar a atenção dos líderes mundiais que participam da cimeira do G-20, no Japão.

Manifestantes planeiam mais protestos em Hong Kong para alertar o G-20
Notícias ao Minuto

08:15 - 24/06/19 por Lusa

Mundo Lei de Extradição

Os dirigentes da Frente Civil de Direitos Humanos esperam que os líderes mundiais reunidos esta semana em Osaka, no Japão, ouçam as preocupações dos manifestantes com o enfraquecimento da autonomia legal da cidade em relação à China continental.

Hoje, estes dirigentes falaram publicamente perto da sede do governo da cidade, onde alguns manifestantes permaneceram, embora os escritórios do prédio já tenham sido reabertos.

Os protestos mantiveram-se nas últimas semanas em Hong Kong devido a legislação que foi vista como um aumento do controlo de Pequim.

No sábado, a polícia de Hong Kong anunciou que vai abrir uma investigação contra os manifestantes que bloquearam a sede da polícia na sexta-feira, considerando esta ação como "ilegal e irracional".

Na sexta-feira, milhares de pessoas reuniram-se em frente da sede da polícia exigindo a retirada definitiva da lei da extradição e libertação dos detidos no protesto de 12 de Junho e a demissão da chefe do Governo, Carrie Lam.

Os jovens, vestidos com 't-shirts' e máscaras, montaram barreiras nas estradas e bloquearam a circulação de viaturas, exigindo a libertação daqueles que foram detidos no protesto de 12 de junho, marcado por violentos confrontos entre manifestantes e a polícia, que usou gás lacrimogéneo, gás pimenta e balas de borracha para dispersar os manifestantes.

O protesto de sexta-feira aconteceu depois de três outros que levaram milhões de pessoas a manifestarem-se nas ruas contra as alterações a uma lei que permitiria a extradição de suspeitos de crimes.

A chefe do Governo, Carrie Lam, foi obrigada a suspender o debate sobre as emendas planeadas e a pedir desculpas em duas ocasiões, mas não retirou a proposta.

Proposta em fevereiro e com uma votação final prevista para antes do final de junho, a lei permitiria que a chefe do Executivo e os tribunais de Hong Kong processassem pedidos de extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

Os defensores da lei argumentam que, caso se mantenha a impossibilidade de extraditar suspeitos de crimes para países como a China, tal poderá transformar Hong Kong num "refúgio para criminosos internacionais".

Os manifestantes dizem temer que Hong Kong fique à mercê do sistema judicial chinês como qualquer outra cidade da China continental e de uma justiça politizada que não garanta a salvaguarda dos direitos humanos.

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