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Vacas com 'buracos' na barriga captadas em vídeo oculto em França

Cientistas justificam que os orifícios são usados para pesquisa e estudo da digestão das vacas.

Vacas com 'buracos' na barriga captadas em vídeo oculto em França

Uma associação de defesa animal - L214 - captou, com recurso a uma câmara oculta, imagens de várias vacas com buracos na barriga em instalações de investigação francesas. O orifício é feito em plástico e dá acesso ao interior do corpo do animal, contendo uma pequena tampa no centro.

Os ativistas publicaram o vídeo nas redes sociais, esta quarta-feira, onde denunciam aquilo que classificam como "experiências ilegais". No entanto, segundo a indústria agropecuária, as cânulas, como são chamados os buracos, são comuns nas investigações feitas na indústria.

A técnica é denominada de fistulação e consiste em submeter o animal a uma intervenção cirúrgica onde é feito um acesso entre o exterior e determinada parte do trato digestivo. Depois da cicatrização é implantada na pele uma cânula de borracha e plástico para tapar o orifício. As cânulas permitem posteriormente o acesso ao interior do organismo do animal para recolha de amostras, com o objetivo de estudar a digestão dos ruminantes.

Apesar de legal no país, a associação animal partilhou o vídeo com o intuito de criar uma campanha online para que as autoridades proíbam o uso do dispositivo pois "é sintomático de que os animais são considerados como simples máquinas ao dispor".

No vídeo divulgado pelo grupo, referem que "como cidadãos", apelam "aos ministros que proíbam de imediato as experiências que têm como objetivo aumentar a produtividade dos animais".

"Fizeram um buraco [no estômago] das vacas para poderem aceder regularmente ao seu conteúdo. Os funcionários chegam regularmente abrem a cânula e depositam amostras de comida ou retiram-nas", dizem ainda.

Enquanto descreviam como as vacas eram tratadas como "máquinas de produção de leite", acrescentam que "o objetivo é aperfeiçoarem a forma mais eficaz de as alimentarem para que produzam a maior quantidade de leite possível".

As instalações pertencem ao grupo de investigação alimentícia francês Avril que justificou que "as seis vacas fistuladas" que aparecem no vídeo são observadas criteriosamente por veterinários "extremamente rigorosos". Em resposta à queixa da L214, o grupo disse ainda que o "processo é usado em todo o mundo apenas para propósito de pesquisa".

Pode ver abaixo o vídeo divulgado, mas deixamos o alerta de que pode ferir a suscetibilidade de leitores mais sensíveis.

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