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Pais de Jihadi Jack considerados culpados de financiar terrorismo

O casal continuou a enviar dinheiro para o filho apesar das suspeitas de que este se teria convertido ao Estado Islâmico.

Pais de Jihadi Jack considerados culpados de financiar terrorismo

Os pais de Jihadi Jack, o jovem britânico que se terá radicalizado e convertido num dos apoiantes do autoproclamado Estado Islâmico na Síria, foram considerados culpados em tribunal de financiar terrorismo após enviarem dinheiro para o filho.

John Letts, de 58 anos, e a mulher Sally Lane, de 56, naturais de Oxford, no Reino Unido, transferiram 1,723 libras (cerca de 1,930 euros) para o filho apesar de terem todos os motivos para crer que este se tinha juntado ao grupo terrorista.

Jack Letts, mais conhecido nos meios de comunicação como Jihadi Jack, disse aos pais que queria decapitar soldados britânicos num ataque terrorista levado a cabo pelo Daesh, mas estes continuaram sempre a negar saber que o filho tinha ligações aos extremistas.

Perante esses factos, conta o The Sun, foram considerados culpados em tribunal, esta sexta-feira, de financiamento de terrorismo em setembro de 2015 e sentenciados a 15 meses de prisão com pena suspensa por 12. 

O júri ouviu que o casal ignorou por várias vezes que o jovem se tinha radicalizado e continuou a enviar dinheiro ao filho apesar dos vários avisos emitidos pelas autoridades que recebeu em contrário. John e Sally continuaram sempre a insistir que o filho estava preso em Raqqa por membros do Estado Islâmico e que agiram sob stress de que este estaria a correr perigo de vida.

Outro dos factos que a procuradora referiu durante o julgamento foi o de que, apesar de ter referido preocupação a um amigo de família de que o filho poderia estar a querer ir combater para a Síria, Sally, a mãe, pagou-lhe a viagem para Amã, na Jordânia, em maio de 2014. Jack deveria ter regressado no início de junho, mas não voltou e acabou por seguir para o Kuwait, onde começou a estudar árabe, com mais dinheiro recebido da mãe.

Depois disso, Jack começou a pedir aos pais que começassem a enviar o dinheiro para contactos que este tinha feito no Líbano. Seguindo posteriormente para o Iraque e a Síria, onde terá mudado o nome para Abu Mohammed e casado com uma mulher iraquiana com quem teve um filho, Muhammed.

Jack Letts encontra-se numa prisão curda no norte da Síria, há pelo menos dois anos, pelas suas alegadas ligações ao grupo terrorista Daesh.

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