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Líder do Madem-G15 abdica de ser candidato ao parlamento da Guiné-Bissau

O coordenador nacional do Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (Madem-G15), Braima Camará, anunciou hoje que abdicou de ser candidato ao cargo de segundo vice-presidente do parlamento para contribuir para a resolução do impasse político.

Líder do Madem-G15 abdica de ser candidato ao parlamento da Guiné-Bissau

Numa conferência de imprensa na sede do partido, em Bissau, Braima Camará anunciou que decidiu dar a sua "modesta contribuição" para uma solução para a crise política na Guiné-Bissau e abdicar da sua candidatura ao cargo de segundo vice-presidente da mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP), pedindo ao partido para aprovar outro nome.

"Nunca serei um elemento perturbador e que ponha em causa a paz na Guiné-Bissau", afirmou em declarações à Lusa Braima Camará, salientando que tomou a decisão em nome de superiores interesses da Nação.

As estruturas do partido vão reunir-se nos próximos dias para indicar o nome de um outro candidato ao cargo.

O Madem, partido criado por dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e segundo mais votado nas legislativas de 10 de março, mantém um braço-de-ferro com a maioria parlamentar por causa do lugar do 2º vice-presidente da mesa do hemiciclo.

O Madem indicou o seu líder, Braima Camará, para aquele posto, mas em duas votações este não mereceu a confiança da maioria de deputados, que pedem que aquele partido indique uma outra figura para o lugar.

O partido, que detém 27 dos 102 lugares no parlamento, tinha, até agora, recusado indicar outro nome.

O parlamento da Guiné-Bissau está dividido em dois grandes blocos, um, que inclui o PAIGC (partido mais votado, mas sem maioria), a APU-PDGB, a União para a Mudança e o Partido da Nova Democracia, com 54 deputados, e outro, que juntou o Madem-G15 (segundo partido mais votado) e o Partido de Renovação Social, com 48.

Mais de três meses depois das legislativas, o Presidente guineense, José Mário Vaz, continua sem indigitar um primeiro-ministro, o que permitirá a formação de um novo Governo.

José Mário Vaz cumpre cinco anos de mandato no domingo e marcou eleições presidenciais para 24 de novembro.

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