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Guterres lança plano para travar "normalização" do discurso de ódio

O secretário-geral da ONU lançou hoje um plano para "identificar, prevenir e confrontar" o discurso de ódio, atualmente incitado e consequentemente "normalizado", segundo António Guterres, por "alguns líderes políticos", incluindo em regimes democráticos.

Guterres lança plano para travar "normalização" do discurso de ódio
Notícias ao Minuto

19:13 - 18/06/19 por Lusa

Mundo ONU

"Tanto nas democracias liberais como em regimes autoritários, alguns líderes políticos estão a incorporar na linguagem habitual ideias que alimentam o ódio, normalizando-as, endurecendo o discurso público e enfraquecendo o tecido social", advertiu Guterres, citado pelas agências internacionais, durante a cerimónia que marcou o lançamento desta iniciativa, sem especificar nomes.

O secretário-geral da ONU, que sublinhou que o ato de confrontar o discurso de ódio "nunca deve ser confundido" com a supressão da liberdade de expressão, realçou que este fenómeno se alimenta de um amplo conjunto de causas, como a violência, a discriminação, a pobreza, a exclusão, a desigualdade, a falta de educação básica e a fragilidade das instituições do Estado.

"Vemos em todo o mundo uma vaga de xenofobia, de racismo e de intolerância, de misoginia violenta, de antissemitismo e de ódio anti-muçulmano. Em alguns lugares, as comunidades cristãs são atacadas (...)", prosseguiu.

A nova estratégia divulgada hoje, segundo o líder das Nações Unidas, irá promover "a educação como uma ferramenta preventiva que pode criar consciência e gerar um sentimento partilhado do propósito comum para abordar as sementes do ódio".

Como parte do plano, António Guterres anunciou que pretende organizar "uma conferência sobre o papel da educação na abordagem e no desenvolvimento da resiliência contra o discurso de ódio".

Entre os esforços a desenvolver pela ONU - esforços esses que a organização pretende levar a todos os países onde está presente -- está a identificação das pessoas que usam este tipo de discurso, bem como daquelas que se encontram na melhor posição para enfrentar tal prática.

"O plano de ação e a estratégia que as Nações Unidas estão a lançar hoje é um programa ambicioso para coordenar os esforços através do sistema da ONU para identificar, prevenir e confrontar o discurso de ódio, através de todos os meios que temos à nossa disposição", reforçou o antigo primeiro-ministro português.

Nesse sentido, o secretário-geral espera que a ONU se possa equipar devidamente "para responder efetivamente ao impacto do discurso de ódio nas sociedades".

Ainda na mesma intervenção, António Guterres, que reconheceu que as novas tecnologias digitais proporcionaram ao discurso de ódio novas áreas para prosperar e ampliar a respetiva influência, argumentou que o mundo digital também pode ajudar a combater tal prática, nomeadamente monitorizar, orientar respostas e gerar apoio para difundir narrativas contra o ódio.

Para conseguir tal esforço, Guterres apelou à própria ONU, aos Governos, às empresas tecnológicas e às instituições da área da Educação "a dar um passo em frente" e alinharem neste plano.

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