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Ébola: Paciente investigada no Quénia não está contaminada com vírus

As autoridades de Saúde do Quénia anunciaram hoje que a paciente internada num hospital do país e que apresentava alguns dos sintomas de contágio de Ébola não estava contaminada com o vírus.

Ébola: Paciente investigada no Quénia não está contaminada com vírus
Notícias ao Minuto

20:40 - 17/06/19 por Lusa

Mundo Vírus

A informação foi avançada pela equipa de Vigilância Rápida do país, que emitiu hoje um comunicado a afirmar que a paciente, que tinha sido isolada no hospital de Kericho, na região ocidental do país, não estava contaminada com o vírus da febre hemorrágica.

A mulher chegou a Kericho proveniente de Malaba, uma cidade na fronteira ocidental do Quénia com o Uganda, que se estende pelos dois países, e que três pessoas que viajaram com ela, incluindo o marido, também ficaram em isolamento no mesmo hospital.

Na semana passada, o Uganda reportou duas mortes por Ébola, que terá chegado ao país proveniente da região de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDCongo), país na fronteira ocidental do Uganda, onde a epidemia do Ébola declarada em agosto do ano passado matou já mais de 1.400 pessoas.

Não há quaisquer registos de Ébola no Quénia até à data, e alguns médicos do país têm manifestado preocupações com a falta de preparação do sistema de saúde queniano para enfrentar uma eventualidade semelhante.

A propagação do vírus acontece maioritariamente no nordeste da RDCongo - junto das fronteiras com Uganda, Ruanda e Sudão do Sul - onde a população local encara com desconfiança uma doença inédita na região e os ataques por grupos rebeldes dificultam a ação humanitária.

Na sexta-feira, após uma reunião em Genebra, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou que, embora seja um "acontecimento extraordinário" e de elevada preocupação, este surto não representa ainda uma emergência global.

Aquele que é o segundo mais mortífero na história provocado pelo vírus do Ébola já matou 1.440 pessoas, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde congolês, 1.346 dos quais confirmados em laboratório.

O vírus do Ébola transmite-se através do contacto direto com o sangue e os fluídos corporais contaminados, provoca febre hemorrágica e pode alcançar uma taxa de mortalidade na ordem dos 90%, caso não seja tratado a tempo.

O surto mais devastador a nível global foi declarado em março de 2014, com casos que remontam a dezembro de 2013 na Guiné-Conacri, país de onde a epidemia se expandiu para a Serra Leoa e para a Libéria.

Quase dois anos depois, em janeiro de 2016, a OMS deu como extinta essa epidemia, em que morreram 11.300 pessoas e mais de 28.500 foram contagiadas, números que a própria agência da ONU admite como conservadores.

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