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Partido Democrático da Moldávia abandona poder para pôr fim a crise

O Partido Democrático de Vlad Plahotniuc, um oligarca acusado de controlar de forma abusiva a Moldávia, anunciou hoje a saída do Governo e, após uma semana de resistência, concordou ceder o poder à nova coligação de pró-russos e pró-europeus.

Partido Democrático da Moldávia abandona poder para pôr fim a crise
Notícias ao Minuto

19:20 - 14/06/19 por Lusa

Mundo Vlad Plahotniuc

"Vamos entrar na oposição", disse em declarações à televisão o vice-presidente do Partido Democrático, Vladimir Cebotari, mas acusando a oposição de recusar o diálogo.

Este pequeno país, ex-república soviética situada entre a Ucrânia e a Roménia, está envolvida numa crise política desde as legislativas de fevereiro, que não permitiram obter uma maioria clara no parlamento.

A situação agravou-se no passado fim de semana com a formação de uma coligação inédita entre pró-russos e pró-ocidentais, apoiada por Moscovo e União Europeia, destinada a promover uma frente comum contra o poderoso oligarca Vlad Plahotniuc, cujos apoiantes tentaram um golpe de força com o apoio do Tribunal constitucional.

Esta instituição afastou no domingo das suas funções, por algumas horas, o Presidente pró-russo Igor Dodon, eleito em 2016. Foi substituído pelo seu primeiro-ministro Pavel Filip, um adversário político e membro do Partido Democrático, que de imediato dissolveu o parlamento e convocou legislativas antecipadas.

No entanto, Dodon anulou na terça-feira a dissolução do parlamento, reforçando o braço de ferro entre os dois governos que reivindicavam legitimidade: o de Pavel Filip, no poder desde 2015, e o governo designado sábado pelo parlamento, formado pelo Partido socialista de Igor Dodon e pela aliança ACUM, de Maïa Sandu.

O objetivo desta coligação consiste em afastar do poder Vlad Plahotniuc, definido como uma personagem controversa da vida política moldava.

A Moldávia, (34,846 quilómetros quadrados, 3,3 milhões de habitantes), independente desde 27 de agosto de 1991, tem registado sucessivas crises políticas, escândalos político-financeiros e uma instabilidade na sua zona leste com a autoproclamada "República da Transnístria", que declarou a independência em setembro de 1990 com o apoio de Moscovo.

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