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Boris Johnson nega estar a evitar exposição e participa em debate na TV

O favorito para suceder a Theresa May como primeiro-ministro, Boris Johnson, garantiu hoje que vai participar num debate televisivo na terça-feira, após ser criticado por outros candidatos de estar a evitar a comunicação social.

Boris Johnson nega estar a evitar exposição e participa em debate na TV

Numa entrevista à BBC Radio 4, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros alegou que se tem dedicado a apresentar as suas propostas aos colegas deputados conservadores e que um debate com demasiados candidatos pode ser demasiado "cacofónico".

"A melhor altura para o fazer é depois da segunda volta, na terça-feira", afirmou.

Boris Johnson foi o vencedor destacado da primeira volta na quinta-feira da eleição interna para escolher um novo líder conservador, que será consequentemente nomeado primeiro-ministro, ao angariar 114 votos, mais do que os votos somados dos três rivais mais próximos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Jeremy Hunt, foi segundo, com 43 votos, o ministro do Ambiente, Michael Gove, terceiro, com 37 votos, e o ex-ministro para o 'Brexit', Dominic Raab, terceiro, com 27 votos.

Boris Johnson tem sido criticado por estar a esconder-se num 'bunker' [abrigo] para evitar a exposição mediática, tendo respondido a apenas seis perguntas no evento de lançamento da campanha, na quarta-feira, e de ter dado apenas uma entrevista à imprensa.

"Geralmente ele procura a atenção da comunicação social. No entanto, há semanas que está abrigado na sua trincheira, pingando ideias políticas vagas", escreveu num editorial publicado na terça-feira o tablóide Daily Mail, o segundo jornal mais lido no Reino Unido.

Na quarta-feira, uma caricatura publicada pelo jornal Daily Telegraph, onde o antigo 'Mayor' de Londres tem uma crónica semanal, retrata um Boris Johnson apalhaçado a pregar uma rasteira a um Boris Johnson vestido de fato e gravata mas em fuga.

O rival Jeremy Hunt foi o último dos candidatos a lançar o desafio, ao dizer, esta manhã na BBC Radio 4, que alguém que quer liderar o país "não devia estar a esconder-se da comunicação social".

A imagem expressa a explicação dada por vários analistas políticos de que os assessores de Boris Johnson estão a tentar evitar potenciais deslizes e polémicas pelas quais Boris Johnson é conhecido.

"Vou continuar a ser o político que sempre fui desde há muito, alguém que acredita apaixonadamente nas suas ideias, alguém que quer levar este país para a frente", garantiu hoje o deputado conservador à BBC Radio 4.

"Se às vezes digo coisas que provocam reações, se chamo a atenção das pessoas e aumento o interesse na política, então penso que não seja negativo", acrescentou.

Boris Johnson rejeitou favorecer uma saída sem acordo da União Europeia (UE), reiterando o objetivo de negociar com Bruxelas alterações ao acordo negociado por Theresa May para o 'Brexit', sobretudo o capítulo relativo à fronteira da Irlanda do Norte.

Contudo, defendeu ser "crucial" para o Reino Unido preparar-se para esse cenário para colocar pressão sobre a UE.

"Não partilho o pessimismo profundo sobre as consequências de uma saída sem acordo", disse.

Hoje o ministro da Saúde, Matt Hancock, retirou-se da eleição para a liderança do partido Conservador, enquanto que a antiga ministra dos assuntos parlamentares Andrea Leadsom, o deputado Mark Harper e antiga ministra do Trabalho Esther McVey foram eliminados na primeira volta por não terem obtido os 17 votos necessários para a qualificação.

Na próxima volta, a realizar na terça-feira, qualificam-se apenas os candidatos com mais de 32 votos, correspondentes a 10% dos 313 deputados conservadores habilitados a votar.

Mantêm-se na corrida, além de Boris Johnson, Jeremy Hunt, Michael Gove e Dominic Raab, o ministro do Interior, Sajid Javid, e o ministro para o Desenvolvimento Internacional, Rory Stewart.

Theresa May mantém-se em funções até à conclusão do processo, esperado para o final de julho, mas deverá apresentar a demissão logo que o sucessor esteja definido.

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