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Queixas eleitorais. Jacarta em alerta com arranque de julgamento

A capital indonésia, Jacarta, está hoje sob alerta perante receios de novos protestos, com o arranque das audições, no Tribunal Constitucional, sobre alegadas irregularidades nas eleições presidenciais de abril passado.

Queixas eleitorais. Jacarta em alerta com arranque de julgamento

As autoridades indonésias reforçaram a presença das forças de segurança em várias zonas do centro, com mais de 30 mil agentes, no intuito de prevenir uma repetição dos protestos de 21 e 22 de maio que causaram oito mortos, centenas de feridos e a detenção de mais de 400 pessoas.

Na semana passada, o ministro da Defesa, Ryamizard Ryacudu, disse à imprensa indonésia que no arranque do julgamento poderia haver manifestações ainda maiores.

O Governo australiano emitiu hoje um alerta para os seus cidadãos em Jacarta, referindo que "estão previstos protestos próximo do parlamento" e noutras zonas do centro.

Várias estradas vão estar fechadas devido aos protestos previstos, que "se podem tornar violentos", pelo que os cidadãos australianos devem exercer um "elevado nível de cuidado" e evitar as zonas de maior risco.

Em causa estão várias acusações de alegadas irregularidades apresentados por Prabowo Subianto, o candidato presidencial derrotado nas eleições de abril, em que Joko Widodo foi reeleito Presidente, com 55% dos votos.

Analistas apontam o facto de haver falta de provas para muitas das acusações apresentadas por Prabowo, ex-cunhado do ex-ditador Suharto.

Organizações de direitos humanos, como o Setara Institute, manifestaram já preocupação sobre a ação de alguns dos apoiantes de Prabowo mais extremistas, que podem estar empenhados em causar problemas na capital.

"Extremistas, conservadores de extrema direita, não estão sob controlo do Prabowo porque têm a sua própria agenda", disse Hendardi, responsável do Setara Institute.

A audiências decorrem numa altura em que as atenções se centram nas detenções de dois ex-patentes militares, Kivlan Zen e Soenarko, que serviram durante a ditadura de Suharto e que foram acusados suspeitos de estarem ligados a uma suposta tentativa de assassinar vários membros do Governo, incluindo o ministro da Segurança, Wiranto.

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