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Teerão desconfia de coincidência entre ataques a petroleiros

O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros manifestou hoje desconfiança quanto à coincidência entre os alegados ataques a petroleiros no Golfo de Omã e a visita do primeiro-ministro japonês ao Irão.

Teerão desconfia de coincidência entre ataques a petroleiros
Notícias ao Minuto

12:03 - 13/06/19 por Lusa

Mundo Mohammad Javad Zarif

"A palavra suspeita não é suficiente para descrever" esses "ataques" contra dois petroleiros "ligados ao Japão que ocorreram enquanto o primeiro-ministro [japonês] se reunia" com o líder supremo iraniano em Teerão, escreveu no Twitter o ministro Mohammad Javad Zarif.

Dois petroleiros terão sido atacados hoje perto do estreito de Ormuz, tendo os marinheiros sido retirados dos navios, com a Marinha dos Estados Unidos a indicar que esteve a prestar assistência.

No Irão, o líder supremo, ayatollah Ali Khamanei, avisou que, apesar de Teerão não procurar armas nucleares, "os Estados Unidos nada poderiam fazer" para os deter se isso acontecesse.

Segundo a agência Associated Press, o comentário foi feito durante uma reunião com o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que está de visita ao Irão, numa altura em que Teerão e Washington assistem a uma escalada de tensão política e militar.

A visita de Abe é a primeira de um chefe de Governo japonês desde a revolução islâmica de 1979 e a primeira de um líder de um país do G7 desde que o Presidente norte-americano, Donald Trump, se retirou do acordo nuclear.

O Japão é um importante aliado dos Estados Unidos da América e tem um histórico de relações comerciais com o Irão muito profundo, o que torna este país um potencial mediador do conflito entre aqueles dois países.

No final de maio, o Presidente norte-americano admitiu, em Tóquio, a possibilidade de negociações com o Irão, depois de se reunir com o primeiro-ministro japonês.

"Vamos ver o que vai acontecer, mas uma coisa é certa para mim: o primeiro-ministro [japonês] tem uma relação próxima com os líderes iranianos (...) ninguém quer ver coisas terríveis acontecerem, especialmente eu", acrescentou.

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