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Egito, Jordânia e Marrocos em conferência de paz israelo-palestiniana

A Casa Branca indicou hoje que o Egito, Jordânia e Marrocos, países árabes aliados dos EUA, vão participar na conferência de Manama sobre o vetor económico do plano de paz norte-americano que pretende solucionar o conflito israelo-palestiniano.

Egito, Jordânia e Marrocos em conferência de paz israelo-palestiniana

Os três países "informaram-nos que vão estar presentes neste conclave", disse à agência noticiosa AFP um alto responsável da Presidência norte-americana, sem precisar a que nível vão estar representados.

A equipa indicada por Donald Trump para preparar um plano de paz israelo-palestiniano prevê revelar a componente económica durante esta conferência prevista para 25 e 26 de junho na capital do Bahrein.

O projeto prevê um fulgurante desenvolvimento económico para os palestinianos caso os seus dirigentes se disponham a aceitar as propostas políticas da Casa Branca, que serão conhecidas posteriormente e em data ainda desconhecida.

Jared Kushner, genro de Trump e um dos principais artífices deste projeto, necessita do apoio dos aliados árabes dos Estados Unidos, que deverão ser uma das fontes do financiamento e ainda tentar convencer os palestinianos a aceitarem as propostas.

Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, potências do Golfo aliadas de Washington, já anunciaram a sua participação, mas os 'media' norte-americanos assinalaram nos últimos dias pressões palestinianas sobre o Egito, Jordânia e Marrocos para não se fazerem representar em Manama.

A Autoridade Palestiniana, que boicota a administração de Donald Trump desde que esta decidiu reconhecer unilateralmente, em 2017, Jerusalém como capital de Israel, já anunciou que não se deslocará ao Bahrein.

A participação destes aliados decisivos de Washington poderá implicar a presença do Estado judaico. Os Estados Unidos parecem empenhados em assegurar um nível de participação satisfatório antes de envolverem Israel.

Trump prometeu alcançar um "acordo último" entre israelitas e palestinianos num campo onde todos os seus antecessores fracassaram, mas os palestinianos e numerosos observadores consideram que o seu plano, com contornos políticos ainda secretos, deverá satisfazer no essencial as exigências de Israel.

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