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Mais de 60 crianças morreram no norte da Síria em apenas dois meses

A organização não-governamental (ONG) Save The Children alertou hoje que pelo menos 61 crianças morreram nos últimos dois meses devido ao aumento de violência entre o Governo sírio e os grupos da oposição no norte do país, noticia a EFE.

Mais de 60 crianças morreram no norte da Síria em apenas dois meses
Notícias ao Minuto

14:33 - 05/06/19 por Lusa

Mundo Save the Children

Dos 61 menores que morreram, 11 estavam na escola, 25 estavam em casa, 10 estavam no mercado, dois em campos de refugiados, um no hospital enquanto recebia tratamento e os restantes em lugares diferentes, anunciou a Save the Children com dados da rede Hurras, organização que colabora com a ONG no terreno.

A porta-voz da Save the Children para o Médio Oriente e Europa do Leste, Joelle Bassoul, disse à EFE que as vítimas mortais são de "zonas que foram duramente afetadas pelo aumento da violência militar", a maioria da província de Idlib e do norte da cidade de Hamã.

Segundo a organização, o aumento da violência afetou especialmente as famílias deslocadas que não têm tempo nem meios para fazerem os funerais.

"As pessoas estão a mudar-se e algumas têm-se mudado inúmeras vezes e, como não estão nas suas cidades, não podem enterrar os seus entes queridos", explicou Bassoul.

A "tendência" é para que as famílias não tenham recursos nem meios para poderem realizar funerais apropriados.

O aumento da violência obrigou a que desde o principio de maio mais de 300.000 pessoas se deslocassem das suas cidades, assinala a Save The Children, ao recordar que, segundo a ONU, registaram-se entre 160 e 300 mortes de civis.

"Definitivamente apelamos às partes que respeitem as leis internacionais dos direitos humanos e o direito humanitário internacional para proteger os civis", declarou a porta-voz.

A organização destinada aos cuidados infantis destaca que mais de 65% das escolas de Hamã se viram forçadas a encerrar, assim como 18 postos de apoio a crianças e mulheres, deixando cerca de 70.000 crianças sem ajuda escolar.

O governo de Bashar al Assad lançou no passado dia 30 de abril uma ofensiva militar, que não foi declarada formalmente, contra a zona desmilitarizada resultante de um acordo de setembro de 2018 entre russos e turcos.

Nesta ofensiva, lançada com o apoio de centenas de ataques aéreos de aviações russos, as forças de Assad e os seus aliados recuperaram mais de duas dúzias de localidades que estavam no poder da oposição, próximas de Idlib.

A oposição também lançou ataques em localidades onde morreram civis.

Idlib é o último bastião da oposição no país e recuperá-lo é um objetivo das tropas sírias há meses.

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