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Nusrat foi queimada viva no telhado da escola. Polícia acusa 16 pessoas

A polícia do Bangladesh acusou esta quarta-feira 16 pessoas pela morte de uma jovem de 19 anos que foi queimada viva depois de ter apresentado queixa por assédio sexual contra o diretor da escola islâmica que frequentava.

Nusrat foi queimada viva no telhado da escola. Polícia acusa 16 pessoas
Notícias ao Minuto

16:58 - 29/05/19 por Lusa

Mundo Assédio

O assassínio de Nusrat Jahan Rafi, que morreu após ter sido queimada no terraço do telhado do seu colégio, provocou protestos em todo o país, promovidos por grupos de defesa dos direitos humanos.

Segundo estes grupos, os abusos contra as mulheres no Bangladesh têm aumentado nos últimos anos.

"Apresentámos hoje [quarta-feira] em tribunal acusações contra 16 pessoas e defendemos a aplicação da pena máxima", afirmou o chefe da polícia de investigação do país, Banaj Kumar Majumder, à saída do tribunal.

A acusação foi feita com base "nos testemunhos de 92 pessoas", acrescentou.

O investigador principal adiantou que os detidos, entre os quais um dos principais professores da escola, foram acusados de homicídio e instigação de crime.

O ataque a Nusrat Jahan Rafi aconteceu em 06 de abril, quando várias pessoas escondidas por burcas, e entre as quais estavam pelo menos duas colegas, a levaram para o telhado do colégio, onde lhe exigiram que retirasse a queixa de assédio sexual contra o diretor da escola.

Quando a jovem rejeitou fazê-lo, os atacantes regaram-na com querosene e pegaram-lhe fogo.

Nusrat Jahan Rafi morreu quatro dias depois no hospital, na sequência de queimaduras graves em 80% do corpo.

O irmão da jovem, Mahmudul Hasan, explicou que quando se dirigia de ambulância para o hospital, Nusrat Jahan Rafi contou o que se passara, enquanto ele gravava o seu testemunho com o telemóvel.

Segundo a polícia, os atacantes tentaram que o crime parecesse um suicídio.

Organizações locais, como Odhikar, asseguram que, em 2018, pelo menos 47 mulheres -- 32 das quais menores de idade -- morreram depois de terem sido violadas no Bangladesh, além de terem sido documentados 635 casos de abusos sexuais.

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