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Desta vez os socialistas têm o melhor candidato, diz Pedro Sánchez

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, defendeu hoje que, "desta vez", os socialistas têm o melhor candidato à presidência da Comissão Europeia, Frans Timmermans, por ter "experiência nacional e europeia" e ser capaz de "conseguir acordos com diferentes famílias".

Desta vez os socialistas têm o melhor candidato, diz Pedro Sánchez

"Respeito todos os candidatos, mas penso que, desta vez, temos o melhor", disse o chefe de Governo de Espanha, falando aos jornalistas à entrada para um Conselho Europeu informal, em Bruxelas, no qual os chefes de Estado e de Governo dos 28 vão iniciar as discussões sobre as nomeações para os cargos de topo na União Europeia (UE).

Vincando que os socialistas europeus vão "trabalhar" para conseguir uma maioria de apoio a Frans Timmermans junto de outros grupos políticos, Pedro Sánchez classificou o candidato da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D) como "a pessoa mais qualificada para a Comissão Europeia".

"Não só é 'spitzenkandidat' [termo alemão usada para definir os principais candidatos dos maiores partidos], como tem a experiência nacional e europeia", referiu o governante espanhol.

Além disso, "ele tem capacidade de conseguir acordos com diferentes famílias", adiantou Pedro Sánchez.

É esta candidatura que os socialistas europeus vão defender na cimeira de hoje.

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia reúnem-se hoje em Bruxelas num jantar de trabalho informal, para começar a discutir as nomeações para os mais altos cargos institucionais da UE na sequência das eleições europeias.

A reunião, com início às 18h00 locais (17h00 de Lisboa), tem lugar menos de 48 horas após o encerramento das urnas das eleições europeias e é um sinal claro de que o objetivo é tentar chegar o mais cedo possível, já em junho, a um compromisso sobre quem liderará nos próximos anos as instituições europeias.

Falando sobre as europeias, Pedro Sánchez considerou que "foi importante o aumento da participação que houve".

A participação em toda a UE rondou os 50%.

"É também importante realçar que, desde 1979, é a primeira vez que o Partido Popular Europeu e o S&D não têm maioria no parlamento europeu para decidir por si quem vai liderar essas instituições. Por isso, agora é tempo de falar com outras famílias políticas: os liberais, os verdes", precisou o governante.

De acordo com Pedro Sánchez, nestas reuniões, "o mais importante é falar do programa político, da Europa social, do emprego, das alterações climáticas, da conclusão da união bancária e monetária e do reforço do papel exterior da UE", notou.

Numas negociações que se antecipam complexas, dada a maior fragmentação do Parlamento Europeu -- que exigirá novas alianças --, a grande dúvida reside na "adesão" do Conselho Europeu ao modelo 'Spitzenkandidat', e saber se efetivamente os líderes europeus irão propor para a presidência da Comissão Europeia um dos candidatos principais apresentados pelas diferentes famílias políticas nas eleições deste ano.

"Penso que, uma vez que não temos um presidente progressista [da Comissão Europeia] desde 2004, é importante mostrar aos cidadãos que entendemos a mensagem e que precisamos de mudar algumas políticas e focar-nos em questões como o clima e o emprego", concluiu Pedro Sánchez.

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