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Guaidó questiona aprovação de recursos para uniformes militares e armas

O líder da oposição venezuelana. Juan Guaidó, questionou hoje a decisão do presidente do país, Nicolás Maduro, de aprovar mais de 56 milhões de euros para uniformes militares e para ativar uma linha de produção de uma metralhadora.

Guaidó questiona aprovação de recursos para uniformes militares e armas

Num fórum sobre o 'Plano País', programa da oposição para a Venezuela, que decorreu em Caracas, Juan Guiado afirmou que na quinta-feira, no mesmo dia em que uma criança morreu no Hospital J. M. de Los Rios enquanto esperava um transporte, Nicolás Maduro aprovou verbas para uniformes e produção de armas.

"No mesmo discurso em que [Maduro] disse que não havia comida e que uma criatura tinha perdido a vida por não ter acesso a uma operação, afirmou que aprovaram 50 milhões de euros para uniformes militares e seis milhões para metralhadoras", frisou.

O presidente da Assembleia Nacional, onde a oposição tem maioria, questionou também como era possível a aprovação destas verbas quando o Presidente venezuelano diz estar a ser vítima de "um bloqueio financeiro" originado pelas sanções impostas pelos Estados Unidos.

"Quem lhe escreve os discursos quer fazê-lo parecer ridículo perante a comunidade internacional e o povo venezuelano. Maduro desmente-se a si mesmo. É óbvio que existem milhões de euros para armas e uniformes militares que podem ser usados na alimentação ou no sistema de saúde venezuelano", defendeu.

Na quinta-feira, Nicolás Maduro anunciou que tinha aprovado "recursos por mais de 56 milhões de euros para a produção de 786 mil unidades anuais de uniformes militares e a ativação de uma linha de produção" de uma metralhadora.

"Um esforço importante para avançar na libertação económica definitiva", justificou o presidente venezuelano, numa iniciativa com militares transmitida pela televisão estatal venezuelana.

Segundo Maduro, as armas "podem ser um apoio para a milícia bolivariana, para a Polícia Nacional Bolivariana, para os polícias estaduais".

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando Juan Guaidó jurou assumir as funções de Presidente interino e prometeu formar um Governo de transição e organizar eleições livres.

Na madrugada de 30 de abril, um grupo de militares manifestou apoio a Juan Guaidó, que pediu à população para sair à rua e exigir uma mudança de regime, mas não houve desenvolvimentos na situação até ao momento.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, denunciou as iniciativas do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderado pelos Estados Unidos.

À crise política na Venezuela soma-se uma grave crise económica e social, que já levou a quase três milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, de acordo com dados das Nações Unidas.

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