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Oposição tem robustez e força para iniciar "transição para democracia"

O presidente do parlamento da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, disse hoje que a oposição atingiu "robustez" e "força" para iniciar uma "transição para a democracia".

Oposição tem robustez e força para iniciar "transição para democracia"
Notícias ao Minuto

19:55 - 24/05/19 por Lusa

Mundo Juan Guaido

"Hoje conseguimos adquirir a robustez e força suficientes para disputar o poder. Isso obriga-nos a rever as variáveis e capacidades que temos construído para conseguir uma mudança", afirmou Juan Guaidó, num fórum sobre o 'Plano País', programa da oposição para a Venezuela, na Universidade Católica Andrés Bello, em Caracas.

Nesse sentido, a oposição deve continuar unida e falar com as Forças Armadas da Venezuela, de forma a construir uma ponte para essa transição, defendeu.

"Somos maioria, temos o reconhecimento internacional, estamos unidos e temos a iniciativa, um plano para o futuro. Então, racionalmente, temos as nossas capacidades muito bem orientadas, onde não podemos falhar é nos intangíveis e cair no desespero e na desconfiança", declarou.

Segundo Juan Guaidó, a maioria dos venezuelanos quer uma mudança política no país, uma transição que poderá ou não ser pela força.

"Hoje, uma das grandes dúvidas que temos é quem representa o regime, se [Nicolás] Maduro ou o seu círculo próximo [Diosdado] Cabello ou os militares. Parece que ninguém quer herdar esse projeto", considerou, garantindo que a oposição vai "disputar o poder, salvar a Venezuela".

Segundo o presidente da Assembleia Nacional, onde a oposição tem maioria, uma transição para a democracia é necessária, assim como a participação dos diversos ramos das Forças Armadas.

"Para garantir a estabilidade e a governabilidade num novo governo, com o menor custo social", frisou, defendendo que o tempo já não favorece o atual presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Guaidó referiu-se ainda à crise energética no país, questionando as razões, dado que a Venezuela tem riqueza neste setor.

A este propósito exemplificou que ao sair de Caracas, capital venezuelana, parece que se está a viver "uma situação de guerra", indicando que na cidade de Maracaibo, a segunda com mais recursos do país, não há energia elétrica desde há quase dois meses.

"Hoje é mais um dia sem água, sem saúde e sem gasolina (e isso) é demasiado", declarou.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando Juan Guaidó jurou assumir as funções de Presidente interino e prometeu formar um Governo de transição e organizar eleições livres.

Na madrugada de 30 de abril, um grupo de militares manifestou apoio a Juan Guaidó, que pediu à população para sair à rua e exigir uma mudança de regime, mas não houve desenvolvimentos na situação até ao momento.

Nicolás Maduro, 56 anos, no poder desde 2013, denunciou as iniciativas do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderado pelos Estados Unidos.

À crise política na Venezuela soma-se uma grave crise económica e social, que já levou a quase três milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, de acordo com dados das Nações Unidas.

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