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Varadkar diz que nova fase pode ser "muito perigosa" para a Irlanda

O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, afirmou hoje acreditar que a demissão da sua homóloga britânica, Theresa May, dá início a uma nova fase do Brexit, que pode ser "muito perigosa" para a Irlanda.

Varadkar diz que nova fase pode ser "muito perigosa" para a Irlanda
Notícias ao Minuto

16:05 - 24/05/19 por Lusa

Mundo Brexit

A sua saída do governo "significa que entramos agora numa nova fase no que concerne ao Brexit, fase que poderá ser muito perigosa para a Irlanda", disse Leo Varadkar em Dublin, à margem da sua votação nas eleições europeias.

O Reino Unido é o parceiro comercial mais próximo da Irlanda e Dublin teme um Brexit duro, que se traduza num regresso das fronteiras físicas entre a Irlanda, membro da União Europeia, e o estado britânico da Irlanda do Norte.

"No decurso dos próximos dois meses, poderemos assistir à eleição de um primeiro-ministro britânico eurocético que rejeite o acordo de saída [da UE] e opte por um 'no deal' [saída sem acordo]", acrescentou.

Theresa May anunciou hoje a sua demissão da liderança do Partido Conservador e do Governo, mantendo-se no primeiro cargo até 7 de junho e no executivo até que haja um sucessor.

Nas reações ao anúncio, o primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, alertou que a UE não irá reabrir as negociações sobre o acordo 'Brexit' com o sucessor de Theresa May.

"O acordo de saída não está aberto a negociações", afirmou Mark Rute numa conferência de imprensa, em Haia.

"O problema não é Theresa May", mas sim as condições colocadas pelo Reino Unido para todo o acordo, acrescentou.

Já o primeiro-ministro em funções na Bélgica, Charles Michel, considerou que a melhor forma de salvaguardar os interesses de todos é ter um Brexit ordenado.

"Uma saída ordenada continua a ser a melhor maneira de salvaguardar o interesse de todos nós e das economias. Sigamos por esse caminho", defendeu Charles Michel, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.

A proximidade geográfica e as relações económicas que mantém com o Reino Unido fazem com que a Bélgica seja um dos países mais afetados por uma saída do Reino Unido da UE sem acordo entre as partes.

Por seu lado, o primeiro-ministro da República Checa, Andrej Babis, admitiu esperar que o Reino Unido faça um novo referendo sobre a retirada do país da União Europeia, na sequência da demissão de Theresa May.

"Ainda tenho esperança que [o Reino Unido] realize um novo referendo e que os britânicos percebam finalmente que a falta de informação que tinham [sobre o Brexit] não corresponde à realidade, e decidam, por isso, manter-se na União Europeia", afirmou, acrescentando que "isso seria a melhor solução para todos".

Para Andrej Babis, o Reino Unido é um dos melhores aliados do seu país e constitui "um grande Estado que contrabalança o domínio da Alemanha e da França" na União Europeia.

Também a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, comentou a demissão da primeira-ministra britânica, pedindo às autoridades daquele país que respeitem o veredicto do referendo do Brexit e retirem o Reino Unido da União Europeia.

Le Pen, líder do União Nacional, partido que defende uma política anti-migrantes, considerou que Theresa May foi forçada a demitir-se "porque tentou contornar a vontade expressa pelos britânicos no referendo".

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