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Representantes de Juan Guaidó acusam embaixador na ONU de fraude

Os representantes do autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, acusaram o embaixador do país na ONU, Samuel Moncada, de ter realizado "operações fraudulentas" com transferências de fundos do Estado venezuelano.

Representantes de Juan Guaidó acusam embaixador na ONU de fraude

"São operações fraudulentas porque foram realizadas imediatamente depois de o embaixador [Carlos] Vecchio ter sido nomeado pelo Presidente interino Juan Guaidó e pela Assembleia Nacional em janeiro [último]", de acordo com um comunicado divulgado na quinta-feira.

O documento, emitido em nome da embaixada da Venezuela nos Estados Unidos, atualmente controlada pelos representantes de Juan Guaidó, indicou que o Governo interino e aquela representação diplomática "não reconhecem débitos bancários feitos nas contas da República, uma vez que a única pessoa autorizada a realizar movimentos nessas contas é o embaixador", designado pelo líder opositor.

"A partir da nossa missão diplomática, estamos a trabalhar com as instituições financeiras relevantes para recuperar os recursos e tomaremos medidas legais, civis, criminais e administrativas", acrescentou o comunicado, adiantando estar em causa quase um milhão de dólares norte-americanos (cerca de 890 mil euros).

Depois de a oposição "recuperar o controlo" sobre os ativos da Venezuela naquela representação diplomática, "foi feito um inventário detalhado de bens móveis, mediante o qual se verificou que vários equipamentos, mobiliário e obras de arte foram danificados ou desapareceram, indicou a mesma nota.

Este é o "resultado do desmantelamento e do abandono" da rede diplomática e consular do país, decidido pelo regime do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Atualmente, a oposição venezuelana controla seis edifícios diplomáticos do país em Wasington.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando Juan Guaidó jurou assumir as funções de Presidente interino e prometeu formar um Governo de transição e organizar eleições livres. Guaidó contou com apoio de mais de 50 países, incluindo Portugal.

Na madrugada de 30 de abril, um grupo de militares manifestou apoio a Juan Guaidó, que pediu à população para sair à rua e exigir uma mudança de regime, mas não houve desenvolvimentos na situação até ao momento.

Nicolás Maduro, de 56 anos e no poder desde 2013, denunciou as iniciativas do presidente do Assembleia Nacional como uma tentativa de golpe de Estado liderado pelos Estados Unidos.

À crise política na Venezuela soma-se uma grave crise económica e social, que já levou quase três milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, de acordo com dados das Nações Unidas.

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