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Navios dos EUA passam no Estreito de Taiwan e podem provocar incidente

Dois navios de guerra dos Estados Unidos navegaram no Estreito de Taiwan, informou hoje o Ministério da Defesa de Taiwan, numa operação que poderá provocará indignação em Pequim, que reivindica a soberania sobre esse braço de mar.

Navios dos EUA passam no Estreito de Taiwan e podem provocar incidente
Notícias ao Minuto

09:52 - 23/05/19 por Lusa

Mundo EUA/China

Os navios entraram na quarta-feira no estreito pela entrada sudoeste, de acordo com uma indicação do Ministério, que não especificou a identidade destes barcos.

O Estreito de Taiwan fica localizado no Mar da China Meridional.

O exército taiwanês "vigia de perto todo o processo e movimentos no espaço aéreo e nos mares vizinhos, de acordo com os protocolos destinados a manter a paz e a estabilidade na região", referiu o Ministério.

A Marinha dos EUA conduz rotineiramente as chamadas operações de "liberdade de navegação" no estreito que separa a China continental de Taiwan, o que tem causado respostas musculadas de Pequim.

De acordo com os media de Taiwan, a passagem dos navios norte-americanos na quarta-feira é a quinta desde o começo do ano.

Os Chineses consideram Taiwan como parte de seu território.

No entanto, a ilha tem desde 1949 um Governo independente, que foi formado após a guerra civil e a implantação do comunismo na China.

Taiwan tem a sua própria bandeira e moeda, mas não é reconhecida como um estado independente pela ONU.

Pequim ameaça recorrer à força em caso de proclamação de independência da ilha ou de uma intervenção externa.

Neste contexto, Pequim considera a passagem de navios estrangeiros no estreito como uma violação da sua soberania.

Os EUA e outros países, no entanto, veem este braço do mar como parte de águas internacionais e, portanto, aberto a todos.

A entrada de uma fragata francesa no estreito, no início de abril, deu origem a um incidente naval entre a França e a China, quando os navios chineses "ordenaram a partida do navio francês".

Washington rompeu relações diplomáticas com Taipei em 1979 para reconhecer Pequim, mas continua a ser o aliado mais poderoso da ilha e o seu principal fornecedor de armas.

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