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Yusuf, o temido general da Somália que se tornou motorista nos EUA

Torturou, mutilou e matou dezenas de pessoas, mas viveu em paz nos Estados Unidos durante duas décadas.

Yusuf, o temido general da Somália que se tornou motorista nos EUA

Um tribunal norte-americano concluiu esta terça-feira que um ex-motorista de plataformas de transporte coletivo, que vivia no estado da Virginia, cometeu atos de tortura durante a guerra civil da Somália, no final da década de 80.

Yusuf Abdi Ali, conhecido como ‘Tukeh’ (‘o corvo’), era um temido general ao serviço de Muhamad Siad Barre, o ditador que governou a Somália entre 1969 e 1991. Durante este período, a perseguição aos separatistas do noroeste da Somália foi de tal forma violenta que atingiu níveis de genocídio.

Depois da queda do regime de Barre, Yusuf Abdi Ali fugiu para o Canadá. Porém, um documentário da Canadian Broadcasting Corporation identificou-o, detalhando como torturou, mutilou e matou dezenas de pessoas quando fazia parte da brigada ao serviço do regime de Barre, segundo a BBC.

Quando o documentário foi transmitido, em 1992, Yusuf estava a viver em Toronto, onde trabalhava como segurança. Tendo começado a aparecer nas notícias, acabou por ser deportado pelas autoridades canadianas, que o acusaram de violação de direitos humanos.

Foi nessa altura que chegou aos Estados Unidos, tendo sido também deportado pouco tempo depois. Porém, em 1996, conseguiu regressar, não sendo ainda claro como. Sabe-se que se estabeleceu no estado da Virginia, onde morou nas últimas duas décadas. A CNN apurou, entretanto, que Yusuf trabalhava como motorista de Uber e outras plataformas de transporte coletivo.

O seu primeiro processo na justiça americana só surgiu em 2004, mas, conforme escreveu o New York Times, esteve suspenso durante 15 anos, enquanto decorria nos tribunais a batalha legal para decidir se um cidadão da Somália poderia ser julgado nos Estados Unidos por acusações de tortura noutro país.

Agora, foi considerado que Yusuf é responsável por tortura, tendo sido confrontado com o testemunho de uma das suas vítimas, o cidadão somali Farhan Tani Warfaa, que detalhou como foi baleado e torturado às mãos do antigo general, há mais de 30 anos.

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