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Audiência de pré-acusação de Netanyahu adiada para outubro

O procurador-geral de Israel, Avichai Mandeblit, adiou por três meses uma audição de pré-acusação do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que estava agendada para 10 de julho, indicou hoje o seu gabinete.

Audiência de pré-acusação de Netanyahu adiada para outubro

Depois de os advogados de Netanyahu terem pedido um adiamento da audição para analisarem a acusação, o gabinete de Mandeblit disse hoje que a audição se realizará no início de outubro.

Em fevereiro, a procuradoria-geral israelita anunciou que acusará o chefe do Governo em três casos de corrupção, designados de "1000", "2000" e "4000", uma decisão pendente da audiência preliminar.

No primeiro, Netanyahu, assim como a sua mulher Sara e o filho Yaur são suspeitos de terem recebido benefícios e presentes avaliados em centenas de milhares de euros de vários milionários, como o produtor de Hollywood israelita Arnon Milchan, em troca de ajuda em várias questões.

O "caso 2000" é sobre um alegado acordo secreto entre Netanyahu e o editor do jornal diário Yedioth Ahronoth Arnon Mozes.

O primeiro-ministro criaria dificuldades ao jornal Israel Hayom, rival do Yedioth Ahronoth, em troca de uma cobertura mais favorável por parte deste.

No designado "caso 4000", o primeiro-ministro israelita é suspeito de ter beneficiado Shaul Elovich, o principal acionista da maior empresa de telecomunicações de Israel, a Bezeq, em troca de uma cobertura favorável no portal de informação Walla, propriedade da Bezeq.

Recentemente reeleito, Netanyahu nega qualquer infração à lei e alega que as acusações são o resultado de uma "caça às bruxas" orquestrada pelos media para o destituir.

Na semana passada, jornais israelitas noticiaram que o primeiro-ministro planeava adotar legislação permitindo ao governo e ao parlamento evitar as determinações do Supremo Tribunal e garantindo-lhe imunidade face aos casos de corrupção que pesam sobre si.

Netanyahu, que negoceia um governo de coligação, pretenderia conseguir um acordo com os parceiros de governo que incluísse o projeto de reforma do sistema judicial, que tem entre as medidas mais polémicas a denominada Cláusula de Anulação, permitindo ao parlamento aplicar normas apesar das anulações do Supremo Tribunal e evitar as suas resoluções administrativas.

A ser aprovada, a lei permitirá anular uma eventual ordem daquele tribunal para revogar a imunidade de Netanyahu, segundo a imprensa israelita.

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