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Marrocos impede 25 mil migrantes de chegarem à Europa em 2019

As autoridades de Marrocos impediram 25.000 migrantes de chegarem à Europa desde o início do ano, um aumento de 30% face ao mesmo período do ano passado, anunciou hoje o chefe de segurança da fronteira marroquina.

Marrocos impede 25 mil migrantes de chegarem à Europa em 2019
Notícias ao Minuto

14:50 - 17/05/19 por Lusa

Mundo Migrantes

Em entrevista à Associated Press, Khalid Zerouali disse que em 2019 foram desmanteladas 50 redes de tráfico humano, mais 73% que no mesmo período do ano passado.

"Nós temos sido muito duros com as redes criminosas", disse o chefe de segurança, acrescentando que foram identificados vários locais vulneráveis ao longo de toda a costa norte de Marrocos, usados pelos contrabandistas no tráfico dos migrantes.

Zerouali explicou que as autoridades de Marrocos estão a aplicar novas medidas para combater o fluxo de migrantes que procura chegar ao continente europeu.

O responsável não deu muitos detalhes sobre o tipo de vigilância usada, afirmando apenas que houve um reforço da tecnologia e de recursos humanos.

Khalid Zerouali refutou críticas de que os direitos humanos são muitas vezes postos de lado e de que a Marinha marroquina tem falhado no resgate aos migrantes quando os barcos estão em perigo.

Zerouali afirmou que no ano passado foram resgatados 30,000 migrantes e que as operações realizadas pela Marinha marroquina são "mais do que excelentes".

Em 2018, o número de migrantes que chegou a Espanha foi superior aos números de Itália e da Grécia.

O número caiu drasticamente em fevereiro, mas os migrantes continuam a arriscar e a desafiar os obstáculos.

Segundo a agência de notícias Associated Press, as autoridades marroquinas noticiaram há alguns dias que três barcos com 117 migrantes subsaarianos foram impedidos de partir de Marrocos.

No mesmo dia, houve um ataque feito por migrantes às cercas de arame farpado que separam o enclave espanhol de Melila de Marrocos.

Enquanto 40 pessoas foram presas, 52 conseguiram atravessar.

A maioria dos migrantes que esperam chegar à Europa são africanos, mas Khalid Zeouali admite que já apareceram migrantes asiáticos.

"Nós já desmantelámos redes ativas entre o Bangladesh, Índia e o Norte de África que traficavam migrantes", disse o chefe de segurança.

A União Europeia e Espanha têm juntado forças com as autoridades de Marrocos para combater este fenómeno.

Porém, o chefe de segurança admite que os 140 milhões de euros que foram prometidos a Marrocos não são suficientes para resolver o problema.

"Por ano gastamos mais do que esse valor", disse Khalid Zeouali.

Marrocos tem estado a trabalhar em conjunto com a União Europeia para assegurar a assistência de uma forma continuada, de acordo com a Associated Press.

No ano passado, a Amnistia Internacional denunciou a repressão marroquina sobre os migrantes, incluindo a expulsão de pessoas sem que os processos sejam analisados até ao fim.

Os ativistas também estão preocupados que os países da União Europeia deixem de realizar resgates nas águas marroquinas do Mediterrâneo e em outros países do Norte de Africa que têm menos recursos e experiência.

Marrocos não partilha as suas estatísticas sobre as mortes dos migrantes com o público.

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