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China confirmou detenção de dois canadianos acusados de espionagem

A China confirmou hoje que deteve dois canadianos suspeitos de espionagem e o Governo canadiano já exigiu a sua "libertação imediata", numa escalada de crise diplomática entre os dois países.

China confirmou detenção de dois canadianos acusados de espionagem
Notícias ao Minuto

15:48 - 16/05/19 por Lusa

Mundo Lu Kang

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, disse hoje que Michael Kovrig e Michael Spavor, oriundos do Canadá, foram detidos em dezembro de 2018, suspeitos de roubar segredos de Estado, numa manobra entendida como procurando exercer pressão sobre aquele país, com quem existe um conflito diplomático.

O Governo do Canadá já sabia desta detenção e estava a acompanhar o processo.

Hoje, em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Canadá, disse que "condena veementemente as prisões arbitrárias" e exigiu a "libertação imediata" dos dois cidadãos.

"Sempre agimos de acordo com a lei e esperamos que o Canadá não faça comentários irresponsáveis sobre o nosso sistema legal", disse Lu Kang.

Kovrig é um antigo diplomata canadiano, investigador do 'think tank' Internacional Crisis Group, e Spavor é um empresário com um longo historial de contactos com a Coreia do Norte.

A China já os tinha indiciado de estarem a conspirar para roubar segredos de Estado e efetivou a sua detenção, em dezembro de 2018, para serem levados a tribunal.

A sua detenção aconteceu poucos dias depois de Meng Wanzhou, executivas e filha do fundador da empresa de tecnologia de comunicação Huawei, ter sido detida em Vancouver, no Canadá, em 01 de dezembro, a pedido das autoridades norte-americanas, que exigiram a sua extradição para ser julgada por acusações de fraude.

Meng foi acusada de mentir sobre negociações da Huawei com o Irão, violando sanções impostas pelos EUA àquele país árabe.

O advogado da executiva da empresa de telecomunicações argumentou que os comentários do Presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Huwaei sugerem que o caso contra Meng tem "motivações políticas".

Estes casos acontecem tendo por pano de fundo as acusações dos EUA à Huawei, acusada de utilizar a tecnologia de telecomunicações 5G, a Internet do futuro, para obterem informações dos países onde ela fica instalada, colocando em risco a segurança dos Estados.

A detenção dos dois cidadãos do Canadá, hoje confirmada pela China, está a ser lida pelo Ocidente como uma represália pelo caso que envolve Meng, que já foi libertada sob fiança e se mantém no Canadá à espera de uma decisão sobre o pedido de extradição por parte dos EUA.

O Governo chinês não revelou onde os dois canadianos estão detidos e confirmou que não tiveram acesso a um advogado, embora tenham tido visitas consulares mensais, a última das quais aconteceu esta semana.

Uma fonte oficial do Governo do Canadá disse em março que os dois homens estavam a ser sujeitos a interrogatórios quase diários e o Parlamento canadiano já tinha repudiado esta situação, denunciado as condições de detenção "totalmente inaceitáveis".

A justiça chinesa condenou à morte nos últimos meses dois outros canadianos considerados culpados de tráfico de drogas.

Na semana passada, Donald Trump assegurou ao primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, o apoio de Washington à libertação dos seus cidadãos.

Ottawa também conseguiu o apoio dos seus aliados neste caso, incluindo a União Europeia, a OTAN e o G7.

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