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Raptores de franceses queriam entregá-los à Al-Qaeda e ao Daesh

As principais coligações de milícias presentes no Mali, às quais os raptores dos franceses sequestrados no Benim e levados para o Burkina Faso queriam entregá-los, antes do ataque militar francês, são filiadas na Al-Qaeda e no denominado Estado Islâmico.

Raptores de franceses queriam entregá-los à Al-Qaeda e ao Daesh
Notícias ao Minuto

21:01 - 10/05/19 por Lusa

Mundo Mali

O Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, que reúne várias formações ligadas à Al-Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI), foi criado em março de 2017, sob a direção do tuaregue Iyad Ag Ghaly, chefe do Ansar Dine, reivindicou os principais atentados no Sahel e foi colocado em setembro de 2018 na lista negra dos EUA das 'organizações terroristas', onde já estavam a maior parte dos seus membros.

Além do Ansar Dine, um dos grupos que tinha assumido em 2012 o controlo do norte do Mali, até ao lançamento em janeiro de 2013, de uma operação internacional para os expulsar, esta aliança inclui também o "emirado do Saara" da AQMI, o grupo do argelino Mokhtar Belmokhtar, que já estava ligado à Al-Qaeda, e a "katiba do macina", do clérigo radical peul (fula) Amadou Koufa.

Um comando das forças especiais francesas libertou hoje quatro reféns no Burkina Faso, dois franceses, um norte-americano e um sul-coreano.

Os dois franceses tinham sido sequestrados no dia 01 de maio enquanto estavam numa residência turística, no Benim.

Dois militares franceses morreram durante a operação.

O número dois do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, o argelino Yahya Abou El-Hamame, chefe do "emirado do Saara" da AQMI, foi morto pelos militares franceses em fevereiro no norte do Mali.

El-Hamame aparece no vídeo de anúncio da criação do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos ao lado Iyad Ag Ghaly, Amadou Koufa e dois outros dirigentes milicianos, um dos quais também já abatido pelos militares franceses, em fevereiro de 2018.

Depois do aparecimento em 2015 no centro do Mali do grupo de Koufa, que recruta prioritariamente entre os fula, que tradicionalmente são pastores, multiplicaram-se os confrontos entre esta comunidade e as etnias bambara e dogon, agricultores, que criaram os seus grupos de autodefesa.

O Burkina Faso e o Niger, limítrofes do centro do Mali, conhecem fenómenos similares, onde se encadeiam ataques de milícias, operações militares e violências intercomunitárias.

Dirigido por Adnan Abou Walid Sahraoui, o grupo que se designa por "Estado Islâmico no Grande Saara" (EIGS) está ativo essencialmente na região de Ménaka, no nordeste do Mali e do outro lado da fronteira, no Níger.

Nascido no Sarta ocidental, antigo dirigente do Movimento para a Unicidade e a Guerra Santa na África Ocidental (MUJAO), outro dos grupos que tinham assumido o controlo do Mali, em 2012, entrou em dissidência com o grupo de Belmokhtar para prestar obediência ao grupo que se designa por Estado Islâmico.

Em particular, reivindicou o ataque de Tongo Tongo, em outubro de 2017, no Níger, perto da fronteira maliana. Esta emboscada provocou a morte de quatro soldados norte-americanos e outros tantos nigerinos.

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