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Angela Gulbenkian acusada de dois crimes em suposta fraude de 1,2 milhões

A corretora e colecionadora de arte Angela Gulbenkian foi acusada de dois crimes de furto, disse hoje à Lusa o responsável pela investigação no Reino Unido de uma suposta fraude no valor de 1,2 milhões de euros.

Angela Gulbenkian acusada de dois crimes em suposta fraude de 1,2 milhões
Notícias ao Minuto

15:27 - 10/05/19 por Lusa

Mundo Corretora de arte

A alemã, casada com um sobrinho-bisneto de Calouste Gulbenkian e também acusada de utilizar o nome da instituição fundada pelo empresário arménio, foi notificada para comparecer no Tribunal de Magistrados de Westminster, na capital inglesa, no dia 28, informou à Lusa o detetive da Polícia Metropolitana de Londres, Duncan Graham.

Na origem destas duas acusações de crime de furto está a venda de uma escultura de Yayoi Kusama por 1,2 milhões de euros que nunca foi entregue ao comprador, um conselheiro de arte radicado em Hong Kong, Mathieu Ticolat, que processou Angela Gulbenkian civil e criminalmente.

O advogado de Ticolat, Christopher Marinello, garantiu à agência Lusa que Angela Gulbenkian sempre utilizou o nome da Fundação Calouste Gulbenkian para se credibilizar durante o processo negocial para venda da escultura.

"Angela [Gulbenkian] criou um endereço de e-mail (gulbenkian.foundation) para parecer estar associada com a instituição Gulbenkian. Ela apresentou-se a diversos clientes como estando associada à fundação e publicou também essas falsas ligações nas suas páginas das redes sociais", sublinhou Marinello.

Em agosto de 2018, questionada pela Lusa, a negociadora de arte negou a acusação: "Sou casada com um Gulbenkian. Nunca disse que fazia parte da Fundação. Nunca disse que queria pertencer à Fundação. Nunca disse que queria ou ia fazer parte do Museu. Se alguma vez tivesse dito isso, por que é que não foram ao 'site' da Fundação verificar as equipas? Toda a gente sabe que não estou lá. É do conhecimento geral que não faço parte da Fundação ou do Museu".

Nos últimos dois dias, Angela Gulbenkian, que viu uma das suas contas congeladas por decisão de um tribunal no Reino Unido, não respondeu à tentativa de contacto por parte da Lusa, por e-mail.

Duarte Gulbenkian, o seu marido, é neto de Roberto Gulbenkian, que trabalhou com a Fundação desde 1956, tendo sido responsável pelo Departamento das Comunidades Arménias.

O advogado do comprador da escultura que alega nunca ter recebido a obra de arte assegurou que o seu cliente "tenciona processar agressivamente Angela Gulbenkian nos tribunais civis e penal do Reino Unido, Alemanha e Hong Kong, onde já foram apresentadas queixas".

"O meu cliente quer acabar com as suas atividades fraudulentas e processar também ativamente os membros da sua família, parceiros e associados, até que o último dólar seja recuperado", adiantou.

"Vamos olhar para a atividade de Angela e Duarte Gulbenkian, a nível mundial, incluindo em Portugal. Temos provas de que Duarte Gulbenkian e a mãe de Angela receberam fundos que eram parte desta fraude, o que pode ser considerado lavagem de dinheiro", sustentou.

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