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Alerta para "consequências catastróficas" de intervenção militar

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, advertiu hoje que uma intervenção militar na Venezuela teria "consequências catastróficas" para o sistema de segurança internacional.

Alerta para "consequências catastróficas" de intervenção militar

"Com os nossos parceiros venezuelanos coincidimos que todo o uso da força sem a aprovação do Conselho de Segurança da ONU pode ter consequências catastróficas para toda a segurança internacional", disse Lavrov.

O chefe da diplomacia russa pronunciava-se durante uma conferência de imprensa conjunta com o homólogo venezuelano, Jorge Aeeraza, no final das conversações que decorreram em Moscovo.

"Confio que os analistas que, decerto, ainda permanecem em Washington, que calculem as consequências de ações temerárias", sublinhou Lavrov ao comentar as declarações do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que admitiu uma intervenção militar na Venezuela, que poderá ser aprovada pelo parlamento de Caracas controlado pelo líder da oposição, Juan Guaidó.

Na sua reunião com Arreaza, o ministro russo também condenou a "campanha" dos Estados Unidos para derrubar o Governo venezuelano e exortou Washington a renunciar a "planos irresponsáveis" face ao país latino-americano.

O ministro russo considerou ser evidente que Washington não aponta apenas para a Venezuela, mas também procura "reformatar politicamente" a América latina, numa "total falta de respeito" pelos seus povos.

Após agradecer o "apoio consequente da Rússia à Venezuela, Arreaza indicou que o seu país viveu esta semana "outro capítulo do golpe de Estado contínuo" e quando o mundo "testemunhou um apelo a um levantamento, a uma rebelião militar totalmente fracassada".

Em paralelo, prossegue em Washington o braço de ferro em torno da embaixada da Venezuela nos Estados Unidos.

O venezuelano Carlos Vecchio, representante do líder da oposição Juan Guaidó em Washington, disse ter solicitado formalmente às autoridades dos EUA que recuperem a embaixada da Venezuela, ocupada por simpatizantes do Presidente Nicolás Maduro.

"Essa ação é da responsabilidade do Departamento de Estado e dos serviços secretos", anunciou Vecchio através de um comunicado divulgado nas redes sociais.

Desde há algumas semanas que ativistas do "Code Pink" dormem no interior da embaixada para evitar que seja ocupada pela equipa de Vecchio, enquanto que, desde há alguns dias, dezenas de opositores têm-se reunido frente à embaixada exigindo que seja entregue a Guaidó.

No sábado, durante uma concentração frente à embaixada, representantes de grupos a favor e contra o Governo de Caracas, agentes dos serviços secretos norte-americanos detiveram um membro do "Code Pink", denunciou o grupo.

A sede da embaixada, de onde saíram na semana passada os diplomatas acreditados por Caracas, converteu-se desde terça-feira no cenário de uma intensa disputa entre ativistas, na sua maioria norte-americanos, que apoiam o Governo de Maduro, e que dormem no edifico para impedir a entrada dos representantes do líder opositor Juan Guaidó nos EUA, e diversos opositores venezuelanos.

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