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Nega doação a menina com cancro por ser filha de casal de lésbicas

A mensagem chocou as mães da criança que, ainda assim, contam com a ajuda e apoio de muitas outras pessoas.

Nega doação a menina com cancro por ser filha de casal de lésbicas

Callie tinha apenas 18 meses quando, em janeiro último, lhe foi diagnosticado um neuroblastoma avançado com metástases nos gânglios linfáticos e nos ossos.

Para fazer face à doença, a menina vai ter que passar por uma cirurgia, para que os médicos retirem o tumor, e terá pela frente, pelo menos, 18 meses de quimio e radioterapia. Depois será então submetida a um transplante de medula.

Face a esta situação, as duas mães da menina tiveram que alterar as suas rotinas, até porque têm outro filho, um rapaz de sete anos.

Assim, Albree deixou os seus três empregos para estar 24 horas por dia com Callie, enquanto Tiffany teve que reajustar o seu trabalho para poder tomar conta de Tyler, pois Albree passou a estar sempre no hospital com a filha.

Perante as dificuldades económicas que se fazem adivinhar e que já se começam a sentir, este casal que mora em Cincinnati, no estado norte-americano de Ohio, lançou uma angariação de fundos – uma prática bastante comum nos Estados Unidos da América – que, em apenas três meses já angariou mais de 87 mil dólares (mais de 77 mil euros).

A solidariedade de pessoas desconhecidas emocionou Albree e Tiffany, mas houve também quem as magoasse, rejeitando ajudar a pequena Callie por serem lésbicas.

Na página de Facebook de apoio à criança, o casal partilhou uma mensagem homofóbica que recebeu.

Notícias ao Minuto© Facebook/Callie Strong, Tiny but mighty

“Ia doar 7.600 dólares (6.778 euros) [à Callie], mas descobri que as suas mães são lésbicas. Por essa razão, decidi doar o dinheiro a S. Jude. Lamento. Ainda assim rezarei por ela, mas quem sabe esta seja a forma que Deus tem de dizer que ela precisa de uma mãe e de um pai e não de duas mães”, lê-se acima. 

Albree e Tiffany disseram, em entrevista à NBC News, que se sentiram “surpreendidas e enojadas” mas que, ainda assim, optaram por não responder à utilizadora do Facebook que lhes enviou a mensagem homofóbica, preferindo focar-se nos comentários positivos e em todas as pessoas que já as ajudaram a arrecadar quase 100 mil dólares que as vão ajudar a viver nos próximos tempos difíceis que se avizinham.

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