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Assembleia de líderes afegãos apelam a um cessar-fogo no país

Vários membros da Loya Jirga, uma grande assembleia dedicada aos esforços de paz no Afeganistão que está reunida em Cabul, pediram hoje um cessar-fogo no país, depois de três dias de negociações rodeadas de alta segurança.

Assembleia de líderes afegãos apelam a um cessar-fogo no país

"Todos os dias, afegãos são mortos sem motivo. Um cessar-fogo incondicional deve ser anunciado", disse Mohammad Qureshi, chefe de um dos comités da Loya Jirga - "grande assembleia" num dos idiomas afegãos -- nos quais participam 3.000 líderes políticos, religiosos ou comunitários.

A Loya Jirga está a decorrer desde segunda-feira e as decisões aprovadas não serão anunciadas antes de sexta-feira.

"Pedimos aos adversários políticos e aos opositores armados que anunciem um cessar-fogo para conversações durante o mês do Ramadão", disse Faizullah Jalal, outro membro da assembleia.

Fatima Aziz, integrante de um comité de mulheres, apelou às conversações entre os talibãs e o Governo de Cabul "o mais rápido possível", esperando uma interrupção dos combates "se as negociações de paz trouxerem resultados positivos".

Por outro lado, os Estados Unidos e os talibãs estão a discutir há meses uma possível retirada das tropas americanas em troca da promessa dos rebeldes de que o solo afegão não será mais um refúgio para grupos terroristas.

Contudo autoridades afegãs, acusadas de serem "marionetas" de Washington pelos rebeldes, até agora foram mantidas fora dessas discussões.

Os rebeldes, que recusaram o convite para participar na Loya Jirga feita pelo Presidente Ashraf Ghani, reuniram-se separadamente em Doha, desde a quarta-feira, com o enviado dos Estados Unidos para a paz, Zalmay Khalilzad.

Os insurgentes já indicaram que rejeitam qualquer decisão ou resolução tomada durante a Loya Jirga.

Muitos afegãos temem que um acordo precipitado entre os Estados Unidos e os talibãs ponha em risco os avanços nos direitos das mulheres, na liberdade de imprensa e nos direitos civis.

Várias figuras da oposição boicotaram esta assembleia extraordinária com uma história secular, dizendo que está sendo usada por Ghani para fazer campanha para a eleição presidencial prevista para setembro.

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