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Médico ao serviço da OMS morre após ataque num hospital na RDCongo

Um médico da Organização Mundial de Saúde (OMS) foi morreu hoje na sequência de um ataque de rebeldes num hospital em Butembo, a nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo), segundo o diretor-geral da organização.

Médico ao serviço da OMS morre após ataque num hospital na RDCongo
Notícias ao Minuto

18:38 - 19/04/19 por Lusa

Mundo Butembo

"Eu e os meus colegas lamentamos a perda de um corajoso colega que salvava vidas de vítimas do Ébola", escreveu o diretor, Tedros Adhanom Ghebreyesus na sua conta na rede social Twitter.

"Nós ficámos escandalizados com o ataque. Os trabalhadores de saúde não são alvos", sublinhou o dirigente da OMS.

A vítima era um médico dos Camarões que participava numa reunião de uma equipa anti-Ébola da OMS, que foi alvo de um ataque de um grupo rebelde a um centro de tratamento do vírus ao serviço da OMS.

"A equipa [de trabalhadores de saúde] estava em reunião. Os Mai Mai (milícias de autodefesa) irromperam com armas e começaram a atirar sobre as pessoas", explicou o prefeito de Butembo, Sylvain Kanyamanda, citado pela agência francesa AFP.

"Um médico epidemiologista caiu e foi enviado para as urgências. Os seus colegas ficaram feridos, indicou a mesma fonte, que acrescentou que "o médico (...) acabou por morrer".

O comandante interino da polícia de Butembo, o coronel Paul, garantiu à AFP que os autores do ataque já estão a ser alvo de uma perseguição policial.

Em apenas nove meses, a atual epidemia de Ébola provocou 843 mortes na região de Beni e Butembo, de acordo com os mais recentes dados oficiais do Ministério da Saúde, divulgados na quarta-feira.

Esta é já a segunda epidemia mais grave na história do vírus da febre hemorrágica, depois daquela que matou mais de 11 mil pessoas no oeste de África, em 2014.

O número de mortos e de feridos aumentou consideravelmente nas últimas semanas nas províncias de Butembo e Katwa na sequência de ataques contra os dois centros de tratamento de Ébola (CTE) naquelas regiões.

Ao todo, 102.505 pessoas foram já vacinadas na RDCongo desde o inicio da epidemia, que afeta sobretudo as regiões Uganda e Ruanda.

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