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Cuba rejeita "ataque" dos EUA e assegura que nova medida "irá fracassar"

O ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodriguez, rejeitou hoje "com veemência" a medida dos Estados Unidos que permite reclamar propriedades expropriadas na Revolução de 1959, considerando-a um "ataque" que "irá fracassar".

Cuba rejeita "ataque" dos EUA e assegura que nova medida "irá fracassar"
Notícias ao Minuto

18:37 - 17/04/19 por Lusa

Mundo Bruno Rodriguez

"Rejeito com veemência o anúncio do secretário de Estado [Mike] Pompeo da ativação do Capítulo III da lei Helms-Burton", declarou o governante cubano, que considerou a medida "um ataque ao Direito Internacional e à soberania de Cuba e de Estados terceiros".

"A escalada agressiva dos Estados Unidos contra Cuba irá fracassar", salientou Bruno Rodriguez.

As declarações do ministro cubano surgem como resposta ao anúncio feito hoje pelo secretário de Estado norte-americano sobre a ativação, a partir do próximo 02 de maio, dos capítulos III e IV da lei Helms-Burton, cedências que estavam congeladas desde a sua aprovação em 1996 devido à oposição europeia.

A decisão de Mike Pompeo permite que os norte-americanos tenham o direito de processar empresas que operam em hotéis, fábricas de tabaco, destilarias e outras propriedades apreendidas aos norte-americanos depois de Fidel Castro ter assumido o poder no país, em 1959.

"Tal como em Girón, venceremos", assegurou o político da ilha cubana que celebra hoje a vitória na Baía de Cochinos, conhecida em Cuba como a batalha da Playa Girón, onde foram derrotados centenas de exilados cubanos, apoiados por Washington, que tentaram invadir o país em 1961.

Após a aprovação da lei Helms-Burton há 23 anos, o bloco europeu e outros países com interesses empresariais na ilha das Caraíbas opuseram-se fortemente à medida, e a União Europeia denunciou Washington perante a Organização Mundial do Comércio (OMC).

O litígio foi então ultrapassado com o compromisso de os EUA manterem congelado o capítulo III da lei Helms-Burton, em troca da retirada da queixa.

"[Os europeus] beneficiaram de mais de 24 anos de suspensão [do capítulo III] e lucraram com a propriedade roubada aos cidadãos norte-americanos", argumentou o responsável da Casa Branca.

No decurso da adoção da lei Helms-Burton em 1996, o Departamento de Estado norte-americano calculou que existiam até 200.000 queixas potenciais, que foram na altura congeladas, mas que poderiam ser retomadas após a ativação integral do capítulo III.

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